Manejo bem-feito ajuda no controle de nematoides na safra de soja 22/23

Publicado em 23/12/2022 15:47
De difícil identificação, os nematoides atacam várias regiões produtoras do Brasil, alerta especialista do xarvio

Temidos por muitos agricultores, os nematoides podem levar a perdas severas  nesta safra de soja 2022/2023. De acordo com a Sociedade Brasileira de  Nematologia (SBN), estes parasitas causam prejuízos de R$ 35 bilhões anuais aos  agricultores brasileiros, sendo, em média, R$ 15 bilhões somente nas lavouras de soja.  

Nematoides são parasitas que vivem nos solos e se alimentam das estruturas das  plantas, especialmente raízes, tubérculos e bulbos. Com tamanho de no máximo  três milímetros, os nematoides são de difícil visualização. Possuem um ciclo de vida  de três a sete semanas e liberam toxinas que causam necrose nos tecidos das  raízes.  

“Às vezes é difícil identificar os nematoides nas áreas porque podem ser  confundidos com déficit de nutrição ou de água”, comenta Alan Castro, engenheiro  agrônomo e coordenador técnico do xarvio®, marca de agricultura digital da BASF.

Castro acrescenta: “além de causarem danos diversos às plantas, os nematoides  funcionam como porta de entrada para outros patógenos e podem ser os  causadores de doenças nas plantas”.

“As plantas atacadas apresentam clorose nas folhas, que é quando elas não  produzem a clorofila e ficam com coloração diferente da normal: verde pálido ou  amarelado. Ela ainda pode ficar murcha nos horários mais quentes do dia, as  vagens nascem pequenas ou são abortadas e as plantas não conseguem se  desenvolver e podem até morrer”, explica Alan Castro.  

Estes sintomas são os mais comuns e geralmente são observados em reboleiras.  “Este ano estamos vendo muito a incidência de Nematoides de Galhas  (Meloidogyne spp.), que são tidos como os mais importantes nematoides  fitopatogênicos, pois apresentam ampla distribuição geográfica e enorme gama de  hospedeiros, causando grandes danos as culturas. Outro nematoide que  encontramos foi o de Cisto da Soja, que penetra nas raízes da planta e dificulta a  absorção de água e nutrientes, resultando em porte reduzido das plantas e clorose  na parte aérea causando a doença conhecida como nanismo amarelo da soja.  Temos também a espécie Pratylenchus brachyurus, que é conhecida como o  Nematoide das Lesões, já que causa lesões radiculares nas plantas. Ele tem uma  ampla distribuição geográfica e um grande número de plantas hospedeiras”,  pondera o engenheiro agrônomo.

Dicas para o controle 

Alguns cuidados de manejo são importantes para o controle destes parasitas, de  acordo com a Embrapa: 

• utilizar variedades tolerantes; 

• realizar a rotação de culturas; 

• higienizar os equipamentos para evitar a disseminação de nematoides; revolver o solo para expor os nematoides a luz solar, para que essa área  fique sem vegetação por um período; 

• utilizar nematicidas químicos e biológicos para controle, quando o  monitoramento indicar; 

• evitar manter água disponível no solo e excessos de adubos nitrogenados;

• o uso de mapas de satélites pode ajudar a localizar potenciais presenças de nematoides mais rapidamente.

Com a dificuldade de identificação da praga, a tecnologia digital é uma aliada do  manejo. O uso de mapas baseados em imagens de satélite e mapas de aplicação  feitos com imagens de drones, como os disponibilizados pelo xarvio® FIELD  MANAGER, podem ajudar a localizar potenciais presenças de nematoides mais  rapidamente. 

Fonte: BASF

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