Soja: Com clima argentino no foco dos radares, Chicago volta a subir nesta 4ª feira

Publicado em 04/01/2023 08:08

O mercado da soja volta a subir na Bolsa de Chicago nesta quarta-feira (4). Depois das perdas da sessão anterior, também motivadas por questões técnicas e pontuais, os preços voltam a subir e seguem atentos aos fundamentos, em especial os climáticos. Assim, perto de 7h50 (horário de Brasília), as cotações subiam de 7 a 11 pontos, com o janeiro chegando a US$ 14,94 e o maio a US$ 15,10 por bushel. 

Os futuros da oleaginosa ainda encontram sustentação na condição argentina. Apesar das chuvas dos últimos dias em algumas regiões, a chamada Zona Núcleo não recebeu bons volumes e o potencial produtivo se perde mais a cada dia de tempo quente e seco no país. De acordo com o diretor da Globaltecnos, Sebastian Gavalda, a safra de soja argentina poderá ficar abaixo de 40 milhões de toneladas nesse ritmo. 

Os traders estão atentos também às notícias que chegam da China e de que forma deverão seguir impactando no consumo e nas novas compras, no macrocenário, em especial no comportamento do dólar frente ao real. Ontem, a moeda americana subiu mais de 1,5%, fechou acima dos R$ 5,40 e movimentos como estes deixam a soja brasileira ainda mais competitiva, o que ajuda na pressão sentida em Chicago. 

Veja como fechou o mercado nesta terça-feira:

Por: Carla Mendes | Instagram @jornalistadasoja
Fonte: Notícias Agrícolas

NOTÍCIAS RELACIONADAS

Clima preocupante no Corn Belt, demanda da China nos EUA e geopolítica no foco da soja em Chicago, apesar de leves baixas desta 4ª feira
Soja: Brasil vende 4 milhões de t na semana com preços perto dos melhores momentos do ano
Agricultor do Tocantins é campeão da região Norte no Desafio Nacional de Máxima Produtividade da Soja do CESB
USDA confirma venda de 472 mil t de soja à China e movimento contribui para alta em Chicago
Soja opera em alta na Bolsa de Chicago e volta aos US$ 12 impulsionada por clima nos EUA e demanda chinesa
Soja inverte o sinal, fecha positiva e estabelece tendência de alta em Chicago com clima preocupando nos EUA