Soja volta à estabilidade em Chicago após testar máximas em três meses nesta 4ª feira

Publicado em 18/02/2026 15:48
Grão foi estimulado pela disparada do óleo, mas pressionado pelo farelo

Os preços da soja inverteram o lado, testaram algumas baixas e fecharam a quarta-feira (18) de lado na Bolsa de Chicago. Ao longo do dia, o mercado chegou a registrar suas máximas em três meses, porém, foi perdendo força em um ambiente onde o farelo chegou a perder mais de 1%, ao mesmo tempo em que o óleo vai caminhando para concluir os negócios com mais de 2% de alta na CBOT. 

Os futuros do óleo de soja subiram forte nesta quarta reagindo  às boas expectativas em relação à política de biocombustíveis nos Estados Unidos e também pela alta do petróleo, que passa de 3% na sessão desta quarta, tanto para o brent, quanto para o WTI. O petróleo subia mais de 4% na tarde de hoje, com preocupações crescentes em torno dos impasses entre EUA e Irã e Rússia e Ucrânia. 

Assim, os preços da soja acompanham os ganhos, mas vão reduzindo a intensidade do movimento ao longo do pregão. E parte da pressão se deu, justamente, pela queda do farelo de soja. 

O mercado da soja ainda permanece sustentando pelas perspectivas de uma demanda chinesa melhor pelo produto dos EUA e, assim, os traders seguem ansiosos pela volta do país aos negócios depois do feriado do Ano Novo Lunar. 

Paralelamente, os traders já alinham suas posições antes da divulgação dos números do Outlook Forum, do USDA, que começa nesta quinta-feira (19) e vai até sexta (20), trazendo as primeiras projeções não oficiais para a safra 2026/27 dos EUA. 

No mercado brasileiro, a retomada dos negócios depois do feriado de Carnaval no início da semana, vê parte dos ganhos em Chicago ser neutralizada pela baixa consistente dos prêmios e também do dólar frente ao real nesta quarta. A moeda americana perdia, perto de 13h05, 0,45% para R$ 5,21.  

Além disso, as condições climáticas têm dado uma trégua aos produtores rurais em regiões importantes, permitindo um avanço mais intenso da colheita. 

"O tempo mais seco acelerou os trabalhos, melhorou a logística e elevou a qualidade da soja, com menos umidade nos grãos. As operações do milho safrinha voltam ganhar ritmo após paralisações pelas chuvas no início de fevereiro, embora Goiás ainda siga bastante atrasado. No Sul, a colheita segue abaixo do normal e sustenta prêmios locais, mas o peso de Mato Grosso mantém viés negativo no curto prazo", explica a Agrinvest Commodities. 

O dólar, que também trabalhava em queda mais cedo, volta a subir e supera os R$ 5,24 nesta quarta-feira. A movimentação favorece a formação dos preços no Brasil, mas exerce alguma pressão sobre os futuros em Chicago.  

Por: Carla Mendes | Instagram @jornalistacarlamendes
Fonte: Notícias Agrícolas

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