Soja dispara mais de 1% em Chicago nesta 4ª feira com notícia de reuniões entre Trump e Xi
A notícia de que Donald Trump e Xi Jinping se encontrarão em maio na nação asiática e com visita de volta do chefe de estado chinês aos EUA fez a soja explodir na Bolsa de Chicago na tarde desta quarta-feira (25). Os futuros da oleaginosa negociados na CBOT fecharam o dia com ganhos de mais de 1% entre os principais vencimentos, levando o maio a US$ 11,73 e o julho a US$ 11,89 por bushel.
A primeira reunião entre as duas lideranças acontecerá em Pequim, entre os dias 14 e 15 de maio, de acordo com informações reportadas pela Casa Branca nesta quarta. A ida de Xi Jinping aos Estados Unidos, todavia, ainda não está definida.
"Nossos representantes estão finalizando os preparativos para essas visitas históricas", disse Trump em uma publicação na rede social Truth Social. "Estou muito ansioso para passar um tempo com o presidente Xi no que será, tenho certeza, um evento monumental".
O mercado reagiu com otimismo ao comunicado, uma vez que vinha sentindo a pressão do adiamento do encontro dos presidentes das duas maiores economias do mundo em função do agravamento dos conflitos no Oriente Médio. E nas últimas reuniões entre as delegações comerciais dos dois países em Paris, na França, entre as principais pautas esteve o agronegócio e os alinhamentos que podem fazer em torno do setor.
Há alguns meses, Trump afirmou que a China poderia comprar um volume adicionnal de soja dos Estados Unidos de oito milhões de toneladas da safra 2025/26, o que pode um tempo considerável deu suporte às cotações na CBOT, ajudando os preços a superarem os US$ 12,00 por bushel. No entanto, as compras ainda não se concretizaram além das 12 milhões anunciadas anteriormente por Scot Bessent, Secretário do Tesouro dos EUA.
Além da confirmação da reunião, o avanço forte do óleo de soja também ajudou a puxar os preços da soja em grão na Bolsa de Chicago. Os futuros do derivado terminaram o dia com mais de 2% de alta, influenciados por ganhos pontuais do petróleo e pela notícia de que a EPA (Agência de Proteção Ambiental dos EUA) decidiu pelo aumento do mandatório nos EUA.
"O waiver permitirá vendas de E15 entre 1º e 20 de maio, mantendo E10 e E15 no verão. A medida reforça o consumo de etanol em um cenário de energia mais cara, sustentando diretamente a demanda interna por milho americano", afirma a equipe da Agrinvest Commodities. Nesta quarta, os futuros do cereal terminaram o pregão subindo mais de 1%, puxando também o trigo.
Ainda de acordo com a Agrinvest, o mercado da soja também monitora a demanda chinesa no mercado brasileiro. "O número de navios CFR China voltou a crescer depois da circular do MAPA na semana passada. Contudo, a demanda da China ainda está abaixo do esperado com base no acompanhamento dos lineups. Os embarques perderam ritmo na segunda quinzena, devendo fechar abaixo do ano passado".