Após perdas consecutivas, soja opera com estabilidade na Bolsa de Chicago
O mercado futuro da soja opera com estabilidade na Bolsa de Chicago nesta quarta-feira (3) na Bolsa de Chicago (CBOT). O movimento representa uma tentativa de recuperação técnica após as fortes perdas registradas nas sessões anteriores, quando as previsões de clima favorável ao plantio nos Estados Unidos pressionaram as cotações.
Os principais contratos da oleaginosa registraram valorizações tímidas, de pouco mais de 1 ponto mais cedo, porém, passaram a recuar na sequência, levando o julho a US$ 11,62 e o agostl a US$ 11,66 por bushel.
O tombo recente dos preços foi motivado pelas chuvas benéficas nas principais regiões produtoras do Corn Belt norte-americano, o que acelerou os trabalhos de campo e elevou a expectativa de uma safra regular nos EUA. No entanto, nesta quarta-feira, o mercado encontrou suporte na retomada das altas no petróleo - pela no a escalada dos conflitos no Oriente Médio - e também em ajustes técnicos.
Após atingir as mínimas de dois meses no início da semana, fundos de investimentos aproveitaram os preços baixos para realizar compras técnicas e realizar algum lucro.
"O patamar dos $11,50 por bushel segue uma linha de suporte psicológica importante para os investidores na CBOT. Rompimentos abaixo desse nível dependem exclusivamente da consolidação do clima perfeito nos EUA nas próximas semanas", afirmam analistas internacionais.
Impacto no mercado brasileiro
Apesar do fôlego extra em Chicago, o impacto para o produtor brasileiro segue limitado. A combinação de prêmios pressionados nos portos nacionais e a oscilação do dólar frente ao real mantém o mercado físico no interior do Brasil travado, com os agricultores adotando uma postura mais cautelosa e segurando as vendas na expectativa de margens melhores.