Soja devolve parte das altas da manhã e recua em Chicago, mesmo com disparada do petróleo
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A escalada do conflito entre Irã e Estados Unidos fez os preços do petróleo voltarem a disparar nesta segunda-feira (1), porém, os grãos negociados na Bolsa de Chicago parecem não acompanhar o movimento. Por volta de 13h10 (horário de Brasília), as cotações perdiam de 0,75 a 3 pontos nos principais vencimentos, levando o julho a US$ 11,83 e o setembro a US$ 11,88 por bushel.
"A soja não consegue ter uma direção nem para cima e nem para baixo, o pessoal está liquidando", explica Vlamir Brandalizze, consultor de mercado da Brandalizze Consulting. "O mercado tem um suporte muito forte nos US$ 11,50, mas quando se aproxima dos US$ 12,00, gera essa liquidação, os fundos vendem". E o consultor reafirma a influência forte e direta ainda da geopolítica no caminhar dos mercados.
O grão cede nesta segunda-feira, mesmo com o óleo subindo mais de 2% em Chicago, acompanhando o petróleo. Do mesmo modo, porém, o farelo cai mais de 1% e pesa sobre os futuros do grão.
Além do cenário geopolítico, o mercado também digere fatores fundamentais próprios, como o bom desenvolvimento da nova safra americana, as condições adequadas, de modo geral, para a conclusão do plantio, porém, ainda de olho nos efeitos que pode causar o El Niño nas lavouras. Todavia, não são esperadas grandes ameaças.
A possível demanda extra da China nos EUA também é bastante aguardada pelos traders, depois da reunião entre Donald Trump e Xi Jinping, em meados de maio último.
No Brasil, a semana começa com preços estáveis já que, tal qual caminham de lado os futuros na CBOT, caminha também o dólar frente ao real, sem grandes expectativas de uma disparada dos preços.
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