Soja em Chicago estende ganhos após disparar 4%; mercado monitora calor agressivo nos EUA e compras da China

Publicado em 07/07/2026 09:41

Após a disparada da sessão anterior - de quase 4% - os futuros da soja negociados na Bolsa de Chicago trabalham com estabilidade, mas ainda do lado positivo da tabela. Perto de 9h20 (horário de Brasília), as cotações subiam entre 2,50 e 3,25 pontos, com o agosto sendo cotado a US$ 11,87 e o novembro a US$ 11,95 por bushel. 

As cotações ainda têm espaço para ganhos diante das preocupações com o clima no Meio-Oeste americano -  principalmente a partir do dia 10 de julho, quando as temperaturas começam a subir agressivamente em todo o território americano, segundo os mapas atualizados - ao mesmo tempo em que devolvem parte dos ganhos da sessão anterior e realizam lucros. 

O NOAA, o departamento oficial de clima do governo dos EUA, trouxe mapas atualizados para o período de 6 a 10 dias, considerando dos dias 12 a 16 de julho, que ainda indicam temperaturas acima e chuvas abaixo da média para regiões importantes de produção. 

Calor intenso é esperado nos EUA entre 12 e 16 de julho - Mapa: NOAA
Tendência é de que chuvas fiquem mais escassas a partir do dia 12 - Mapa: NOAA

Assim, as preocupações com um comprometimento da produtividade fica mais evidente, mesmo com uma área maior de soja sendo esperada para a próxima temporada nos EUA. 

De outro lado, a China vem confirmando compras de soja nos Estados Unidos, o que deixa também o mercado com um suporte adicional. "A Cofco teria reservado pelo menos seis carregamentos de soja dos EUA para embarque entre setembro e outubro. Isso entra junto com as 200 mil toneladas que compradores chineses já tinham comprado, segundo o USDA", informou a Royal Rural nesta manhã de terça-feira.

Do mesmo modo, o petróleo volta a subir hoje, ajudando também na sustentação das cotações do óleo de soja na Bolsa de Chicago, o que favorece o movimento positivo do grão. 

Por: Carla Mendes | Instagram @jornalistacarlamendes
Fonte: Notícias Agrícolas

NOTÍCIAS RELACIONADAS

Clima preocupante no Corn Belt, demanda da China nos EUA e geopolítica no foco da soja em Chicago, apesar de leves baixas desta 4ª feira
Soja: Brasil vende 4 milhões de t na semana com preços perto dos melhores momentos do ano
Agricultor do Tocantins é campeão da região Norte no Desafio Nacional de Máxima Produtividade da Soja do CESB
USDA confirma venda de 472 mil t de soja à China e movimento contribui para alta em Chicago
Soja opera em alta na Bolsa de Chicago e volta aos US$ 12 impulsionada por clima nos EUA e demanda chinesa
Soja inverte o sinal, fecha positiva e estabelece tendência de alta em Chicago com clima preocupando nos EUA