Plantio da soja avança em ritmos diferentes e põe umidade do solo no centro das decisões
A safra brasileira de soja 2026/27 começou com um contraste: há produtores aproveitando as oportunidades de plantio, mas a chuva ainda não permite acelerar a semeadura em todas as regiões. Segundo a AgRural, 1,2% da área prevista no país estava plantada até 17 de setembro, ante 0,4% na semana anterior e 0,9% no mesmo período do ano passado. O Paraná lidera os trabalhos, com avanço entre os intervalos de chuva. Em Mato Grosso, a atividade permanece concentrada em áreas irrigadas, diante da irregularidade das precipitações. Rondônia e Mato Grosso do Sul também registram plantio.
O ponto de atenção vai além da data em que as máquinas entram no campo. Em boletim de 22 de setembro, o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) alertou que pancadas isoladas podem criar condições momentâneas para semear, sem garantir a umidade necessária à germinação e ao estabelecimento das plantas. Em áreas de Goiás e Mato Grosso, a baixa disponibilidade de água no solo aumenta o risco de emergência desuniforme e eventual replantio. Atrasos mais prolongados também podem reduzir a janela para o milho de segunda safra.
É nesse planejamento que a GIROAgro vê uma decisão central para o produtor. Em declaração já publicada sobre uma janela tardia de plantio da soja na safra anterior, Leonardo Sodré, CEO do Grupo GIROAgro, afirmou: “Quem estiver tecnicamente amparado e bem informado terá condições de alcançar ótimos resultados, mesmo com a janela tardia”.
Para esta safra, o avanço da área plantada dependerá da distribuição das próximas chuvas e das condições de cada propriedade. O Inmet recomenda acompanhar a umidade local do solo, as atualizações da previsão do tempo e o Zoneamento Agrícola de Risco Climático antes de definir a data de semeadura.