Açúcar avança quase 2% em NY nesta 6ª e fica acima de US$ 19,50 c/lb

Publicado em 25/03/2022 15:21
Acumulado positivo na semana com atenção para oscilações do câmbio e posicionamento da Índia, apesar de queda do petróleo e Centro-Sul do BR

As cotações futuras do açúcar encerraram esta sexta-feira (25) com alta expressiva nas bolsas de Nova York e Londres, que contribuíram para balanço positivo no acumulado semanal. O suporte veio do câmbio no dia e posicionamento indiano, apesar de fatores negativos.

O principal vencimento do açúcar bruto na Bolsa de Nova York subiu 1,82%, cotado a US$ 19,61 c/lb, com máxima de 19,65 c/lb e mínima de 19,21 c/lb. Em Londres, o primeiro vencimento saltou 2,20%, negociado a US$ 562,70 a tonelada. Na semana, o primeiro vencimento em Nova York saltou 1,71%.

Durante toda esta sexta o dólar recuou sobre o real pelo 8º dia consecutivo, oscilando em cerca de R$ 4,70, e deu suporte ao açúcar. A moeda mais desvalorizada ante o real tende a desencorajar as exportações, reduzindo os retornos em termos de moeda local.

Uma combinação de fatores tem impactado o câmbio: Selic, commodities valorizadas, B3 e saída de investimentos da Rússia e leste europeu rumo a mercados emergentes.

Além do suporte do câmbio, o açúcar do tipo branco atingiu máximas de cinco anos nesta sexta também acompanhando informações sobre o a Índia. O segundo maior exportador global do adoçante pode limitar suas exportações no atual ano comercial.

Segundo a agência de notícias Reuters, o país pode colocar um limite de 8 milhões de toneladas para o ano até o final de setembro. Até o momento, há informações de as usinas já fixaram exportação de cerca de 7 milhões de t do adoçante.

Limitando os ganhos do açúcar, houve recuo do petróleo em parte do dia com a Europa adiando a proibição de importações de petróleo da Rússia. Além disso, o otimismo com a safra nas origens contribui para a limitação da alta.

Apesar, a tendência para os preços do açúcar ainda é de alta olhando o financeiro, principalmente o petróleo, sem resolução da guerra entre Rússia e Ucrânia, segundo Lívea Coda, analista da hEDGEpoint Global Markets, Lívea Coda.

"Talvez a gente consiga chegar no preço de US$ 20 c/lb por conta do conflito internacional, mas ele não é tão motivado pelo lado de fundamentos. Então, ele poderia não se sustentar por muito tempo", disse Lívea.

MERCADO INTERNO

Os preços do açúcar estão próximos dos R$ 140 a saca, mas ainda recuam em dias pontuais. No último dia de negociação, o Indicador CEPEA/ESALQ do açúcar, cor Icumsa de 130 a 180, mercado paulista, teve alta de 0,06%, negociado a R$ 139,37 a saca de 50 kg.

Já nas regiões Norte e Nordeste do Brasil, o açúcar ficou cotado a R$ 150,32 a saca - estável, segundo dados levantados pela consultoria Datagro. O açúcar VHP, em Santos (SP), tinha no último dia de apuração o preço FOB a US$ 20,38 c/lb com alta de 0,10%.

» Clique e veja as cotações completas de sucroenergético

Por: Jhonatas Simião
Fonte: Notícias Agrícolas

NOTÍCIAS RELACIONADAS

Açúcar/Cepea: Alta em NY mantém exportação mais vantajosa que vendas no spot paulista
Etanol/Cepea: Preços seguem firmes em SP na reta final da safra 25/26
Açúcar fecha em baixa nesta 2ª feira (23) com queda do petróleo
Países se movimentam para aumentar uso de etanol com alta do petróleo, diz Czarnikow
Índia faz acordos de exportação de açúcar com queda da rúpia e aumento do preço global
Açúcar sobe novamente nesta 6ª feita e tem alta de até 9,26% nesta semana