Açúcar cai nas bolsas acompanhando recuo do petróleo

Publicado em 08/05/2026 09:52
Queda da energia reduz competitividade do biocombustível e pode levar usinas brasileiras a aumentarem produção de açúcar.

As cotações do açúcar seguem em queda nas bolsas internacionais nesta sexta-feira (8), ampliando as perdas registradas nas últimas sessões diante da pressão exercida pelos preços do petróleo sobre o mercado de etanol.

Em Nova York, por volta das 9h55, o contrato julho do açúcar bruto recuava 20 pontos, negociado a 14,52 cents de dólar por libra-peso. O vencimento outubro caía 30 pontos, cotado a 14,99 cents por libra-peso.

Na bolsa de Londres, os preços também operavam no campo negativo. O contrato agosto era negociado a US$ 429,90 por tonelada, com queda de 200 pontos. Já o vencimento outubro recuava 140 pontos, cotado a US$ 429,60 por tonelada.

Petróleo pressiona açúcar e etanol

O mercado do açúcar continua reagindo às recentes oscilações do petróleo, que acumulou perdas superiores a 8% nas últimas três sessões.
Com os preços da energia em queda, diminui o incentivo econômico para a produção de etanol, levando as usinas a direcionarem uma parcela maior da cana-de-açúcar para a fabricação de açúcar.

Na quinta-feira (7), os contratos futuros do petróleo fecharam próximos da estabilidade, após recuperarem parte das perdas registradas no início da sessão. O movimento refletiu a cautela dos investidores diante da expectativa por uma resposta do Irã à proposta apresentada pelos Estados Unidos para um possível acordo envolvendo o conflito no Oriente Médio.

O petróleo Brent, referência global, encerrou o dia com queda de 1,19%, cotado a US$ 100,06 por barril. Já o WTI, referência do mercado norte-americano, recuou 0,28%, para US$ 94,81 por barril.

Mix das usinas favorece açúcar

Segundo analistas de mercado, a queda nos preços do etanol já começa a alterar o mix de produção das usinas brasileiras.
Atualmente, o açúcar apresenta rentabilidade entre 0,7 e 1 centavo de dólar por quilo acima do etanol, fator que pode estimular um maior direcionamento da cana para a produção do adoçante.

O cenário reforça a pressão baixista sobre as cotações internacionais, especialmente em meio às expectativas de oferta global mais ampla ao longo da safra.
 

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Por:
Andréia Marques
Fonte:
Notícias Agrícolas

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