Alta do açúcar impulsiona preços mundiais dos alimentos em setembro, diz FAO

Publicado em 04/10/2024 08:15 e atualizado em 04/10/2024 08:58

ROMA (Reuters) - O índice mundial de preços de alimentos calculado pelas Nações Unidas subiu em setembro, segundo dados divulgados nesta sexta-feira, registrando o maior ganho em 18 meses devido ao aumento dos preços do açúcar.

O índice de preços, compilado pela Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) para acompanhar as commodities alimentícias mais comercializadas globalmente, subiu para 124,4 pontos no mês passado, ante 120,7 em agosto, o nível mais alto desde julho de 2023 e um aumento de 2,1% no ano.

O índice de açúcar subiu 10,4% no mês a mês, impulsionado pela piora das perspectivas de safra no Brasil e pelas preocupações de que a decisão da Índia de suspender restrições ao uso da cana-de-açúcar para a produção de etanol possa afetar a disponibilidade de exportação do país, disse a FAO.

O índice de preços de cereais aumentou 3,0%, liderado pelo aumento dos preços de exportação do trigo e do milho, enquanto os preços do arroz caíram 0,7%.

Os preços dos óleos vegetais subiram 4,6% no mês, com cotações mais altas registradas para os óleos de palma, soja, girassol e colza.

Os preços dos laticínios avançaram 3,8% em setembro, com elevação para o leite em pó integral, leite em pó desnatado, manteiga e queijo, enquanto os preços da carne subiram 0,4%.

Em um relatório separado, a FAO aumentou marginalmente sua previsão para a produção global de cereais em 2024, para 2,853 bilhões de toneladas, em comparação aos 2,851 bilhões de toneladas anteriores.

Fonte: Reuters

NOTÍCIAS RELACIONADAS

Açúcar fecha em queda e Nova York atinge mínima de sete semanas com expectativa de trégua entre EUA e Irã
Açúcar fecha sem direção única entre temor climático e pressão da oferta global
Açúcar cai para mínimas de semanas com mercado focado no aumento da oferta
Açúcar opera próximo das mínimas da semana com foco na oferta mundial
Açúcar despenca pressionado por petróleo e oferta global
Brasil e Índia apostam no etanol e impulsionam debate sobre combustíveis