Açúcar abre com queda próxima de 1% em NY e Londres nesta 5ª feira (05)

Publicado em 05/12/2024 08:17
Contrato mais negociado de ambas bolsas se aproxima dos valores mais baixos desde setembro

Os futuros do açúcar abriram com nova queda em Nova York e Londres, nesta quinta-feira (05). Com isso, nesta manhã, o março/25, contrato mais negociado de ambas bolsas, trabalha nas mínimas registradas desde o último mês de setembro, se aproximando do suporte dos 21 cents/lbp em NY e dos US$ 545,20/tonelada em Londres.

Por volta das 8h10 (horário de Brasília), em Nova York, o contrato março/25 era negociado a 21,04 cents/lbp, com queda de 0,22 cents em relação ao fechamento anterior. O maio/25 recuava 0,22 cents, cotado a 19,68 cents/lbp. Já o julho/25 apresentava baixa de 0,18 cents, sendo negociado a 19,01 cents/lbp, enquanto o outubro/25 caía 0,14 cents, valendo 18,85 cents/lbp.

Na Bolsa de Londres, o contrato março/25 cedia US$ 5,20, sendo negociado a US$ 545,20 por tonelada. O maio/25 recuava US$ 5,10, com cotação de US$ 544,00 por tonelada. O agosto/25 registrava queda de US$ 4,40, negociado a US$ 533,20 por tonelada, enquanto o outubro/25 tinha baixa de US$ 3,30, cotado a US$ 522,80 por tonelada.

De acordo com o que aponta o Barchart, existe uma diminuição nos temores quanto à oferta global de açúcar, que contribui para essa redução de preços. “Uma melhora no fornecimento de açúcar é pessimista para os preços. Em 21 de novembro, a Organização Internacional do Açúcar (ISO) reduziu sua previsão de déficit global de açúcar de 2024/25 para -2,51 MMT, em comparação com uma previsão de agosto de -3,58 MMT”, explica o portal.

Ao Notícias Agrícolas, em relação ao açúcar branco em Londres, Mauricio Muruci, analista da Safras & Mercado, afirmou que a safra nova internacional, ao qual se inclui a safra europeia, tem a perspectiva de crescimento na produção. Segundo ele, os países da União Europeia (UE) têm um  excedente exportável de 100 mil toneladas, que pode passar para 300 mil toneladas. Para os padrões do Brasil é pouco, mas para a UE é um crescimento elevado, segundo Muruci.

Por: Igor Batista
Fonte: Notícias Agrícolas

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