Açúcar mantém leve recuperação em Nova Iorque e fecha com altas nesta 3ª feira

Publicado em 11/11/2025 16:44
Consultoria reduziu estimativa de superávit global para 1 milhão de toneladas

Os preços do açúcar seguiram em leve recuperação nesta terça-feira (11), estendendo o movimento de alta iniciado na véspera, após semanas de fortes quedas nos mercados internacionais. A valorização do real frente ao dólar voltou a sustentar as cotações em Nova Iorque, enquanto Londres teve desempenho misto, com ganhos nos vencimentos mais longos e leve baixa no contrato de dezembro.

Em Nova Iorque, o contrato março/26 avançou 0,05 cent (alta de 0,4%), encerrando o dia a 14,25 cents/lbp. O vencimento maio/26 subiu 0,07 cent (+0,5%), para 13,86 cents/lbp, enquanto o julho/26 registrou alta de 0,08 cent (+0,6%), cotado a 13,78 cents/lbp. Já o outubro/26 encerrou com ganho de 0,09 cent (+0,6%), negociado a 14,06 cents/lbp.

Na Bolsa de Londres, o comportamento foi dividido. O contrato dezembro/25 recuou 30 pontos (-0,1%), para US$ 407,90/tonelada. Já os demais vencimentos fecharam em alta: março/26 avançou 110 pontos (+0,3%), a US$ 409,20/tonelada; maio/26 ganhou 140 pontos (+0,3%), cotado a US$ 406,40/tonelada; e agosto/26 subiu 70 pontos (+0,2%), encerrando a US$ 402,80/tonelada.

A valorização do real, que atingiu sua maior cotação em 17 meses frente ao dólar, impulsionou o movimento de cobertura de posições vendidas nos contratos futuros de açúcar em Nova Iorque. Um real mais forte tende a desincentivar as exportações pelos produtores brasileiros, limitando a oferta global e favorecendo a recuperação dos preços.

No câmbio, o dólar segue em baixa no Brasil após o Senado dos Estados Unidos aprovar, na segunda-feira, uma proposta para encerrar a paralisação do governo norte-americano. O texto, que mantém o financiamento de agências federais até 30 de janeiro, agora segue para votação na Câmara dos Deputados. O alívio político e fiscal nos EUA tem estimulado o apetite por ativos de risco, beneficiando moedas emergentes como o real, o peso chileno e o peso mexicano, de acordo com informações do Barchart.

Além disso, nesta terça-feira, a Datagro afirmou que mercado global de açúcar deverá ter um excedente menor na temporada 2025/26 do que o inicialmente estimado. Segundo informações da Reuters, a consultoria disse em uma conferência com clientes que estava reduzindo sua projeção de excedente global de açúcar em 2025/26 de 2,8 milhões, prevista anteriormente, para 1 milhão de toneladas.

Do lado da demanda, a Reuters informou na segunda-feira que a China — um dos maiores importadores globais de açúcar — manteve inalterada sua previsão de importações para a safra 2025/26, estimada em 5 milhões de toneladas, indicando estabilidade no consumo do adoçante.

Fonte: Notícias Agrícolas

NOTÍCIAS RELACIONADAS

Orplana e Unica formalizam revisão do Consecana-SP
Centro de pesquisa inaugura unidade inédita de sementes sintéticas e aposta em nova era de produção de cana no Brasil
Açúcar fecha em alta nesta 5ª feira (16) com suporte nos ganhos do petróleo
Produção de etanol do Brasil deve saltar 14,6% em 2026/27, prevê Datagro
Tereos projeta moagem de cana estável no Brasil em 2026/27 apesar de venda de unidade
Açúcar fecha em baixa e mantém tendência negativa diante de cenário global