Preços do açúcar desistem de avanço inicial e fecham em baixa nesta 4ª feira (19)

Publicado em 19/11/2025 16:17
Avanço das cotações perdeu força diante de queda acima de 2% do petróleo

Os contratos futuros do açúcar até chegaram a operar em alta na manhã desta quarta-feira (19), mas perderam força ao longo da sessão e terminaram o dia no negativo tanto em Nova Iorque quanto em Londres. O movimento refletiu, primeiro, expectativas de menor oferta vinda da Índia e, depois, a reversão do mercado com a forte queda do petróleo.

Em Nova Iorque, o março/26 diminuiu 0,04 cent (-0,27%) e fechou a 14,66 cents/lbp. O maio/26 também recuou 0,04 cent (-0,28%), negociado a 14,20 cents/lbp. O julho/26 perdeu 0,05 cent (-0,35%), cotado a 14,13 cents/lbp, enquanto o outubro/26 registrou baixa de 0,04 cent (-0,28%) e encerrou o pregão a 14,46 cents/lbp.

Na Bolsa de Londres, o movimento baixista se repetiu. O março/26 caiu US$ 0,30 (-0,07%), para US$ 419,90 por tonelada. O maio/26 recuou US$ 0,20 (-0,05%), cotado a US$ 415,70 por tonelada. O agosto/26 teve queda de US$ 0,50 (-0,12%), negociado a US$ 411,20 por tonelada, e o outubro/26 cedeu US$ 0,50 (-0,12%), fechando o dia a US$ 409,60 por tonelada.

O mercado iniciou o dia sustentado pela perspectiva de que a Índia poderia reduzir sua oferta ao elevar os preços internos do etanol e do açúcar — movimento que incentivaria as usinas a destinar mais cana ao biocombustível. Ontem, o Ministério da Alimentação afirmou que avalia aumentar o valor pago pelo etanol utilizado na mistura com gasolina.

Segundo informações da Reuters, o governo indiano também estuda elevar o preço mínimo do açúcar, atualmente em 31 rúpias por kg e congelado desde 2019. Desde então, os preços da cana pagos pelas usinas aos produtores subiram cerca de 29%. Fontes da indústria relataram que a medida é vista como necessária para aliviar a pressão sobre usinas que enfrentam altos estoques e dificuldades financeiras.

Os estados de Maharashtra e Karnataka — responsáveis por mais da metade da produção nacional — pediram formalmente ao governo federal que revise o preço mínimo, alegando que as usinas não conseguem honrar os pagamentos aos agricultores no prazo. “Os preços do açúcar e do etanol precisam subir logo para que as usinas não acabem perdendo dinheiro”, afirmou Prakash Naiknavare, diretor da National Federation of Cooperative Sugar Factories.

No entanto, o sentimento no mercado mudou quando o petróleo bruto WTI passou a recuar mais de 2% ao longo do dia. A desvalorização do petróleo costuma pressionar os preços do etanol, reduzindo sua competitividade e estimulando usinas ao redor do mundo a direcionar maior volume de cana para a produção de açúcar, ampliando a oferta global.

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