Açúcar recua forte e encerra semana com perdas acima de 3% em NY e Londres
Os preços do açúcar encerraram esta sexta-feira (2) em forte queda nas bolsas internacionais e terminaram a semana acumulando recuos superiores a 3% em Nova Iorque e Londres. O movimento refletiu o aumento das preocupações com a oferta global, especialmente após novos dados sobre a produção indiana, que reforçaram a pressão sobre as cotações.
Na Bolsa de Nova Iorque, os contratos fecharam o dia em baixa expressiva. O março/26 caiu 0,41 cent (-2,73%) e terminou cotado a 14,60 cents/lbp. O maio/26 recuou 0,38 cent (-2,59%), negociado a 14,28 cents/lbp. O julho/26 perdeu 0,37 cent (-2,52%) e encerrou o pregão a 14,34 cents/lbp, enquanto o outubro/26 registrou queda de 0,34 cent (-2,26%), fechando a 14,68 cents/lbp.
Em Londres, o mercado também operou sob forte pressão. O março/26 desvalorizou US$ 8,90 (-2,08%) e encerrou o dia a US$ 418,60 por tonelada. O maio/26 caiu US$ 8,00 (-1,88%), para US$ 417,20 por tonelada. O agosto/26 recuou US$ 7,40 (-1,75%), sendo negociado a US$ 415,10 por tonelada, enquanto o outubro/26 perdeu US$ 7,50 (-1,78%) e fechou a US$ 414,70 por tonelada.
No balanço semanal, o desempenho também foi negativo nas duas bolsas. Em Nova Iorque, o março/26 acumulou queda de 0,57 cent (-3,76%) em relação aos 15,17 cents/lbp da sexta-feira anterior. O maio/26 cedeu 0,53 cent (-3,58%), ao passar de 14,81 para 14,28 cents/lbp. O julho/26 recuou 0,49 cent (-3,30%), frente aos 14,83 cents/lbp, enquanto o outubro/26 perdeu 0,43 cent (-2,85%), saindo de 15,11 para 14,68 cents/lbp.
Em Londres, as perdas semanais também superaram 3% nos principais vencimentos. O março/26 caiu US$ 16,60 (-3,82%), recuando de US$ 435,20 para US$ 418,60 por tonelada. O maio/26 perdeu US$ 15,10 (-3,49%), passando de US$ 432,30 para US$ 417,20 por tonelada. O agosto/26 registrou baixa de US$ 13,30 (-3,10%), em relação aos US$ 428,40 por tonelada, enquanto o outubro/26 recuou US$ 12,00 (-2,81%), ao cair de US$ 426,70 para US$ 414,70 por tonelada.
Segundo análise do Barchart, a pressão se intensificou após a Associação Indiana de Usinas de Açúcar (ISMA) informar que a produção do país no período de 1º de outubro a 31 de dezembro da safra 2025/26 somou 11,90 milhões de toneladas, aumento de 25% na comparação anual, frente às 9,54 milhões de toneladas registradas no mesmo intervalo do ano anterior.
O mercado segue atento às perspectivas de maiores exportações da Índia. O secretário de alimentação do país afirmou recentemente que o governo pode autorizar volumes adicionais para reduzir o excesso de oferta interna. Em novembro, o Ministério da Alimentação indiano já havia anunciado a liberação de 1,5 milhão de toneladas para exportação na safra 2025/26, dentro do sistema de cotas adotado desde 2022/23.