Mercado do açúcar continua em alta nesta quarta-feira (18), mas segue de olho na sobreoferta
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Nesta quarta-feira (18), o mercado do açúcar mantém o movimento de recuperação técnica e opera em terreno positivo nas bolsas internacionais. Em Nova Iorque, o contrato com vencimento em março de 2026 aproxima-se novamente do patamar de 14 cents, sendo negociado a 13,91 cents de dólar por libra-peso, uma alta de 0,36%. Os vencimentos de maio e julho avançam de forma mais contida, cotados a 13,51 cents (+0,22%) e 13,49 cents (+0,07%), respectivamente. Em Londres, a estabilidade predomina com viés positivo, com a commodity precificada a US$ 402,80 por tonelada (+0,07%).
A reação dos preços, que consolidam um afastamento das mínimas de 5,25 anos registradas na semana passada, é impulsionada pela lei da oferta e da procura. A desvalorização recente tornou a commodity atrativa para compradores físicos, despertando uma onda de demanda represada. Exportadores asiáticos relataram um aumento no fluxo de compras, motivado principalmente pela necessidade de reposição de estoques após o período do Ramadã. Esse movimento físico desencadeou, consequentemente, uma cobertura de posições vendidas (short covering) por parte de fundos e especuladores no mercado futuro.
Apesar do respiro momentâneo, o teto para grandes altas continua limitado pelos fundamentos robustos de superoferta. O mercado ainda digere as projeções baixistas de grandes consultorias: a Czarnikow estima um excedente global massivo de 8,3 milhões de toneladas para a safra 2025/26 e de 3,4 milhões para 2026/27. No mesmo sentido, Green Pool e StoneX apontam sobras que variam entre 2,7 e 2,9 milhões de toneladas no ciclo atual.
O cenário de abundância é reforçado pela produção brasileira. Dados da Unica divulgados na última sexta-feira mostram que a produção acumulada de açúcar no Centro-Sul (até meados de janeiro) atingiu 40,236 milhões de toneladas, um crescimento de 0,9% ante a safra anterior. O mix de produção, altamente açucareiro (50,78%), continua sendo um fator de pressão que impede, por ora, uma inversão completa da tendência de baixa a longo prazo.
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