Açúcar inicia semana em alta, com projeção de safra focada no etanol

Publicado em 05/01/2026 08:49 e atualizado em 05/01/2026 10:02

Nesta segunda-feira, o mercado do açúcar opera em alta nas bolsas internacionais. Em Nova Iorque, o contrato março/26 é negociado a 14,79 cents de dólar por libra-peso, valorização de 1,30%. O vencimento maio opera a 14,46 cents (+1,26%) e o julho a 14,51 cents (+1,19%). Em Londres, a commodity também sobe, com o março negociado a US$ 424,50 por tonelada, alta de 1.41%.

Enquanto os preços reagem no curto prazo, o mercado analisa os números para o próximo ciclo. A moagem de cana na safra 2026/27 do Brasil deverá totalizar 660,2 milhões de toneladas, um crescimento de 0,95% ante as 654 milhões de toneladas processadas em 2025/26, segundo estimativas da consultoria Safras & Mercado.

No recorte regional, o Centro-Sul deverá processar 600 milhões de toneladas em 2026/27, ante 595 milhões no ciclo anterior (+0,84%). Já a moagem da região Norte/Nordeste é estimada em 60,2 milhões de toneladas, frente a 59 milhões da safra passada.

Apesar do leve aumento na moagem, a produção do adoçante deve cair. Conforme a Safras & Mercado, o Brasil produzirá 41,8 milhões de toneladas de açúcar em 2026/27, um recuo de 3,91% em relação às 43,50 milhões estimadas para 2025/26. Como reflexo, as exportações devem cair 11%, totalizando 30 milhões de toneladas (ante 33,8 milhões embarcadas na safra anterior).

Por outro lado, o etanol ganhará espaço e a produção deverá aumentar 4,1%, atingindo 20,3 bilhões de litros. O etanol hidratado de milho também deve crescer, passando de 3,85 bilhões para 4 bilhões de litros.

Por: Ericson Cunha
Fonte: Notícias Agrícolas

NOTÍCIAS RELACIONADAS

Preços do açúcar fecham em alta após consultoria projetar queda de produção no Brasil
Mercado do açúcar recua em sessão de ajustes, mas mantém radar nos fundamentos
Mercado do açúcar busca equilíbrio de olho na virada do mix brasileiro
Açúcar encerra o dia com variações discretas nas bolsas internacionais
Açúcar avança em NY de olho na entressafra e no clima brasileiro
Preços do açúcar têm alta acima de 1% nas bolsas de Nova Iorque e Londres