Açúcar encerra o dia com variações discretas nas bolsas internacionais

Publicado em 06/01/2026 16:27
Analista avalia que NY ainda não precificou possível queda da produção brasileira em 26/27

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Os preços do açúcar fecharam com variações mistas em Nova Iorque e Londres nesta terça-feira (06), bastante próximos da estabilidade, ainda influenciados por fatores opostas. Enquanto a forte produção na Índia é negativa para as cotações, o real brasileiro mais valorizado em relação ao dólar ajuda a dar sustentação aos futuros do adoçante no mercado internacional.

Na Bolsa de Nova Iorque, o contrato março/26 avançou levemente 0,03 cent (+0,20%) e fechou a 14,76 cents/lbp. O maio/26 teve leve recuo de 0,01 cent (-0,07%), negociado a 14,37 cents/lbp. O julho/26 perdeu 0,03 cent (-0,21%) e encerrou o dia a 14,40 cents/lbp, enquanto o outubro/26 cedeu 0,06 cent (-0,41%), com fechamento em 14,70 cents/lbp. Em Londres, os preços registraram altas moderadas: o março/26 subiu US$ 2,50 (+0,59%), encerrando a US$ 423,60 por tonelada; o maio/26 avançou US$ 2,00 (+0,48%), para US$ 421,90 por tonelada; o agosto/26 ganhou US$ 1,10 (+0,26%), cotado a US$ 418,40 por tonelada; e o outubro/26 registrou elevação de US$ 0,60 (+0,14%), fechando a US$ 416,90 por tonelada.

No campo fundamental, projeções da Safras & Mercado divulgadas no fim de 2025 indicam um crescimento de apenas 0,84% na safra 2026/27 de cana-de-açúcar no Centro-Sul do Brasil, avanço considerado frágil pelo analista Maurício Muruci. Segundo ele, a estimativa leva em conta a expectativa de chuvas abaixo da média histórica em janeiro. “Não estou falando de seca. Evidentemente vai chover em janeiro, estamos na temporada chuvosa. A questão é que as chuvas serão abaixo da média, entre 100 e 150 milímetros, dependendo da região”, afirmou.

Muruci destacou ainda que esse cenário climático mais restritivo ainda não está totalmente precificado em Nova Iorque, apesar de os modelos indicarem precipitações abaixo da média ao longo de todo o primeiro trimestre de 2026. A combinação entre um crescimento contido da safra e uma maior preferência das usinas pela produção de etanol pode resultar em uma queda de cerca de 5% na produção de açúcar no Centro-Sul.

“O ponto principal é a arbitragem positiva que o hidratado está tendo frente ao açúcar de Nova Iorque, acima de 25%”, explicou o analista. De acordo com ele, as usinas que produzem etanol hidratado conseguem uma remuneração significativamente superior em relação às vendas de açúcar bruto, cenário que, aliado à demanda aquecida por etanol, deve manter o biocombustível — tanto o anidro quanto o hidratado — como um negócio mais atrativo para a próxima safra.

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Fonte:
Notícias Agrícolas

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