Mercado do açúcar busca equilíbrio de olho na virada do mix brasileiro
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Nesta terça-feira (30), o mercado do açúcar mantém estabilidade, encontrando suporte nas novas projeções que indicam redução de oferta no Brasil. Segundo a consultoria Safras & Mercado, a produção brasileira da commodity na temporada 2026/27 cairá 3,91%, totalizando 41,8 milhões de toneladas, ante as 43,5 milhões previstas para o encerramento de 2025/26. O relatório também prevê um recuo significativo nos embarques e as exportações brasileiras em 2026/27 devem cair 11% em relação ao ano anterior, limitando-se a 30 milhões de toneladas.
A consultoria aponta um forte incremento na produção de etanol (tanto anidro quanto hidratado), sustentado pela expectativa de maior demanda em 2026. O cenário considera dois fatores principais para essa mudança de estratégia: a elevação da mistura obrigatória para E30 na gasolina e a manutenção de uma arbitragem amplamente favorável ao hidratado em relação ao açúcar bruto negociado em Nova Iorque.
Com isso, o açúcar perderá espaço no mix das usinas em 2026, contrastando com a safra 2025/26, que foi marcadamente açucareira. Esse movimento é reforçado pelos preços internacionais mais baixos, influenciados pela ampliação da oferta em competidores como China, Índia e Tailândia. Além disso, pesa sobre as cotações a estimativa do USDA (Departamento de Agricultura dos EUA) de um superávit global de 11 milhões de toneladas para 2025/26.
Diante desse equilíbrio entre menor oferta futura no Brasil e superávit global atual, os preços operam com variações mínimas. Em Nova Iorque, o contrato março/26 é negociado a 15,25 cents de dólar por libra-peso, leve baixa de 0,07%. O vencimento maio é precificado a 14,89 cents (-0,13%), enquanto o julho opera estável a 14,94 cents. Em Londres, o mercado também se estabelece em um patamar lateralizado, com o maio/26 cotado a US$ 434,20 por tonelada, uma redução marginal de 0,09%.
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