Açúcar fecha 6ª feira em baixa e tem perdas acima de 3% na semana em NY e Londres
Os preços do açúcar registraram forte queda nesta sexta-feira (30) e encerraram a semana com perdas superiores a 3% entre os contratos mais negociados nas bolsas de Nova Iorque e Londres. O mercado segue pressionado, principalmente, pelas expectativas de superávit global do adoçante.
Nesta sexta-feira, a StoneX divulgou novas estimativas para o balanço global de açúcar. Apesar de reduzir a projeção de produção no Centro-Sul do Brasil para a safra 2026/27, a consultoria apontou um superávit de 2,9 milhões de toneladas na safra internacional 2025/26, após um déficit estimado em 3,14 milhões de toneladas no ciclo anterior.
Para o Brasil, a StoneX reduziu em 800 mil toneladas a estimativa de produção de açúcar no Centro-Sul, agora projetada em 40,7 milhões de toneladas. A revisão leva em conta os preços mais baixos do adoçante, que têm aumentado a competitividade do etanol e incentivado um maior direcionamento da cana para a produção alcooleira.
“A forte queda nos preços do açúcar ao longo de 2025, juntamente à escalada dos preços do etanol no Centro-Sul ao final de 2025 e início de 2026, trazem um cenário de incentivo à produção alcooleira em detrimento ao adoçante”, afirmou a StoneX em relatório.
Ainda assim, a consultoria avalia que o ajuste na produção brasileira não altera o quadro de oferta confortável no mercado internacional. Segundo a StoneX, os estoques globais de açúcar devem crescer 4%, alcançando 76,7 milhões de toneladas (valor bruto), elevando a relação estoque/uso para 39,6%, acima da média dos últimos cinco anos, de 39%.
Na Bolsa de Nova Iorque, os contratos futuros encerraram a sexta-feira em forte queda. O março/26 recuou 0,43 cent, baixa de 2,93%, fechando a 14,26 cents/lbp. O maio/26 perdeu 0,47 cent, queda de 3,29%, com preço final de 13,83 cents/lbp. O julho/26 caiu 0,48 cent, recuo de 3,35%, encerrando a sessão a 13,85 cents/lbp. Já o outubro/26 registrou baixa de 0,47 cent, queda de 3,21%, fechando a 14,19 cents/lbp.
Na comparação semanal, tomando como base o fechamento da sexta-feira anterior (23), o março/26 recuou 3,19%, passando de 14,73 para 14,26 cents/lbp. O maio/26 caiu 3,35%, de 14,31 para 13,83 cents/lbp. O julho/26 perdeu 3,28%, ao recuar de 14,32 para 13,85 cents/lbp, enquanto o outubro/26 apresentou baixa de 3,01%, de 14,63 para 14,19 cents/lbp.
Na Bolsa de Londres, o movimento também foi de pressão acentuada. O contrato março/26 caiu US$ 7,10, recuo de 1,72%, encerrando o dia a US$ 405,10 por tonelada. O maio/26 perdeu US$ 7,40, baixa de 1,78%, fechando a US$ 409,40 por tonelada. O agosto/26 recuou US$ 8,30, queda de 2,01%, cotado a US$ 404,80 por tonelada. O outubro/26 caiu US$ 9,00, baixa de 2,18%, encerrando a US$ 403,50 por tonelada.
No acumulado da semana, o março/26 em Londres recuou 3,29%, de US$ 418,90 para US$ 405,10 por tonelada. O maio/26 caiu 2,45%, de US$ 419,70 para US$ 409,40 por tonelada. O agosto/26 perdeu 2,60%, ao passar de US$ 415,60 para US$ 404,80 por tonelada, enquanto o outubro/26 registrou queda semanal de 2,51%, de US$ 413,90 para US$ 403,50 por tonelada.