Açúcar mantém movimento de alta e sobe até 2,4% em NY nesta 4ª feira
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Os preços do açúcar dispararam nesta quarta-feira (18) nas bolsas internacionais, com os contratos atingindo os maiores níveis em semanas, impulsionados pela forte alta nos mercados de energia.
Em Nova Iorque, o açúcar alcançou a maior cotação em 1,5 mês. O contrato maio/26 subiu 0,35 cent (+2,42%), fechando a 14,80 cents/lbp. O julho/26 avançou 0,32 cent (+2,19%), para 14,94 cents/lbp. O outubro/26 ganhou 0,28 cent (+1,87%), encerrando a 15,29 cents/lbp, enquanto o março/27 teve alta de 0,25 cent (+1,59%), terminando o dia cotado a 15,95 cents/lbp.
Em Londres, os ganhos também foram expressivos, levando os preços ao maior nível em cerca de 4,75 meses. O maio/26 saltou US$ 11,40 (+2,68%), fechando a US$ 437,40 por tonelada. O agosto/26 avançou US$ 10,20 (+2,40%), para US$ 435,30 por tonelada. O outubro/26 subiu US$ 8,40 (+1,96%), encerrando a US$ 435,90 por tonelada, enquanto o dezembro/26 registrou alta de US$ 7,30 (+1,70%), fechando a sessão a US$ 436,80 por tonelada.
O movimento de alta segue diretamente ligado ao avanço dos preços da gasolina, que atingiram o maior nível em cerca de 3,5 anos, segundo o Barchart. A valorização dos combustíveis eleva a competitividade do etanol, incentivando as usinas a direcionarem mais cana para a produção do biocombustível, o que reduz a oferta de açúcar no mercado.
A escalada das tensões no Oriente Médio também tem papel central nesse cenário. De acordo com o Barchart, o aumento do conflito envolvendo o Irã tem impulsionado os preços da energia, após o país sinalizar novos ataques a infraestruturas energéticas na região em resposta a ações dos Estados Unidos e de Israel.
Na mesma linha, a Reuters destacou que o avanço do petróleo tende a favorecer o açúcar ao alterar o mix de produção no Brasil, maior produtor global. Com preços mais elevados da energia, as usinas passam a priorizar o etanol em detrimento do açúcar.
Ainda segundo a agência internacional, a produção de etanol no Brasil pode crescer cerca de 4 bilhões de litros na safra 2026/27 em relação ao ciclo anterior, o que levaria o volume a um nível recorde, reforçando a perspectiva de menor oferta global do adoçante.
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