Açúcar oscila e mantém suporte com petróleo, apesar de pressão no mercado
Os preços do açúcar registraram leve oscilação na manhã desta quinta-feira (23), após o fechamento mais otimista da sessão anterior nas principais bolsas internacionais. Apesar da tentativa de ajuste, o mercado segue sensível aos movimentos do petróleo e ao cenário global de oferta.
Por volta das 9h (horário de Brasília), na bolsa de Nova Iorque, o contrato de maio era negociado a 13,58 cents por libra-peso. O vencimento de julho também operava em alta, refletindo o movimento de recuperação observado na véspera.
Em Londres, o viés positivo predominava. O contrato de agosto era cotado a US$ 425,10 por tonelada, com avanço de 140 pontos, enquanto o de outubro subia 100 pontos, para US$ 423,00 por tonelada.
Suporte do petróleo
O movimento recente tem sido sustentado, em parte, pela alta do petróleo, que avançou mais de 3% na sessão anterior.
A relação é direta: com o petróleo mais caro, o etanol ganha competitividade frente aos combustíveis fósseis, levando as usinas a direcionarem mais cana para a produção do biocombustível. Esse ajuste reduz a oferta de açúcar no mercado internacional e tende a dar suporte às cotações.
Além disso, a cobertura de posições vendidas nos contratos futuros também contribuiu para a recuperação recente dos preços.
Mercado interno
No Brasil, o movimento segue de pressão no mercado físico. A combinação de demanda mais fraca e expectativa de maior oferta com o avanço da safra 2026/27 mantém em queda as cotações do açúcar cristal branco no mercado spot paulista.
Segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada, compradores atuaram de forma mais cautelosa na última semana, à espera de novas desvalorizações diante da perspectiva de maior disponibilidade.
Do lado da oferta, o início da safra já começa a impactar o mercado. Embora as usinas ainda estejam em fase inicial de produção, o avanço gradual da moagem reforça a percepção de aumento da oferta no curto prazo.