Índia não vê necessidade de restringir exportações de açúcar por enquanto, dizem fontes
Por Mayank Bhardwaj
NOVA DÉLHI, 6 Mai (Reuters) - A Índia não tem planos de restringir as exportações de açúcar por enquanto, apesar da redução da produção, já que os preços estáveis sugerem que a demanda mais fraca compensou parte do déficit de produção, disseram duas fontes do governo nesta quarta-feira.
A Índia, o maior exportador de açúcar do mundo depois do Brasil, permitiu que as usinas exportassem 1,59 milhão de toneladas, apostando que a produção excederia a demanda doméstica. No entanto, a expectativa é de que a produção fique abaixo do consumo pelo segundo ano consecutivo, já que a produção de cana está enfraquecida nas principais regiões produtoras.
As previsões de que as condições climáticas do fenômeno El Niño podem prejudicar as monções deste ano também aumentaram o risco de que a produção da próxima temporada fique abaixo das estimativas iniciais.
Esses fatores alimentaram a especulação do mercado de que a Índia poderia controlar as exportações de açúcar.
Entretanto, o governo acredita que os suprimentos permanecem confortáveis e não vê necessidade de restringir os embarques, disseram as fontes.
"Analisamos a situação de perto e levamos em conta as últimas estimativas de produção, e concluímos que não há necessidade de restringir as exportações de açúcar nesta fase", disse uma delas.
Um porta-voz do governo não respondeu imediatamente a um pedido de comentário.
Das 1,59 milhão de toneladas liberadas para exportação, cerca de 530.000 a 540.000 toneladas foram embarcadas e mais de 800.000 toneladas foram contratadas. No entanto, os novos negócios diminuíram nas últimas semanas em meio a preços locais mais firmes e interrupções logísticas ligadas ao conflito com o Irã.
(Reportagem de Mayank Bhardwaj)