Trigo recua em Chicago com pressão da oferta global e mercado acompanha ritmo lento dos negócios no Brasil

Publicado em 07/05/2026 10:16
Contratos futuros operam no vermelho nesta manhã, enquanto mercado brasileiro segue sustentado pela oferta restrita no período de entressafra

O mercado do trigo opera em baixa nesta quinta-feira (7) na Bolsa de Chicago (CBOT), refletindo a pressão da oferta global e o avanço das condições das lavouras de inverno nos Estados Unidos. Apesar das perdas externas, o mercado brasileiro continua atento à oferta limitada no período de entressafra, fator que ainda sustenta os preços internos.

Por volta das 9h40 pelo horário de Brasília, os contratos futuros registravam quedas nos principais vencimentos negociados na CBOT. O contrato maio/26 era cotado a US$ 5,97/bu, com baixa de 8 pontos. O julho/26 trabalhava a US$ 6,10/bu, recuando 6 pontos. O setembro/26 era negociado a US$ 6,25/bu, com desvalorização de 7 pontos, enquanto o dezembro/26 registrava US$ 6,47/bu, queda de 7 pontos.

O mercado internacional segue pressionado pelas expectativas de boa oferta no Hemisfério Norte, especialmente diante das condições consideradas favoráveis para parte das lavouras norte-americanas e do aumento da competitividade do trigo russo no mercado global.

Além disso, investidores acompanham o ritmo das exportações dos Estados Unidos, que continuam enfrentando forte concorrência do cereal da região do Mar Negro. A valorização do dólar frente a outras moedas também reduz a competitividade do trigo norte-americano.

No Brasil, o cenário é diferente. Dados divulgados pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada mostram que os preços do trigo em grão avançaram ao longo de abril diante da oferta restrita e da baixa liquidez típica da entressafra. Segundo o Cepea, produtores seguem retraídos nas negociações à espera de melhores oportunidades de comercialização, enquanto compradores com necessidade imediata acabam aceitando preços mais elevados.

Esse movimento ajuda a limitar impactos mais intensos das quedas externas sobre o mercado doméstico. Ainda assim, o comportamento de Chicago continua sendo monitorado de perto pelos agentes brasileiros, principalmente em um momento em que o mercado começa a observar o desenvolvimento da nova safra nacional e a competitividade das importações.

No segmento de derivados, o Cepea apontou continuidade da pressão sobre os preços do farelo de trigo, influenciados pela demanda enfraquecida e maior concorrência com produtos substitutos. Já os preços das farinhas apresentaram comportamento mais estável nas últimas semanas.

Por: Priscila Alves I Instagram: @priscilaalvestv
Fonte: Notícias Agrícolas

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