Trigo fecha em baixa na Bolsa de Chicago com pressão técnica e incertezas no comércio global
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O mercado do trigo encerrou a sessão desta segunda-feira (23) em queda na Bolsa de Chicago (CBOT), pressionado por uma combinação de ajustes técnicos, ritmo mais fraco das vendas externas e incertezas no comércio global.
No fechamento, registrado por volta de 16h20 (horário de Brasília):
O contrato março/26 terminou a US$ 5,71/bu, com baixa de 24 pontos.
O vencimento maio/26 fechou a US$ 5,76/bu, com queda de 36 pontos.
O contrato junho/26 encerrou a US$ 5,83/bu, também com baixa de 36 pontos.
O movimento refletiu, em grande parte, um processo de realização de lucros após a sequência de altas observada nas últimas semanas, quando o mercado precificou preocupações com clima e risco de oferta. Após oscilações intensas, muitos investidores aproveitaram os níveis mais altos para ajustar posições, reduzindo o viés comprador no início da semana. Esse comportamento técnico tem sido comum após semanas de forte volatilidade.
Outro fator que pesa sobre os preços do trigo é o ritmo de vendas externas dos Estados Unidos, que tem ficado abaixo das expectativas do mercado. Relatórios recentes mostraram que as vendas semanais de trigo foram mais fracas do que o esperado, contribuindo para um sentimento mais cauteloso entre os operadores.
No plano climático, apesar de ainda haver incertezas em relação ao potencial impacto do frio intenso nas lavouras americanas, previsões indicam uma redução gradual das pressões climáticas severas sobre o trigo, diminuindo parte do “prêmio de risco” que havia sustentado os preços.
Além disso, o ambiente político e econômico global também tem influenciado os mercados de commodities. A recente decisão do sistema judicial dos Estados Unidos de derrubar parte das tarifas impostas recentemente gerou volatilidade no comércio global e nos mercados financeiros, com reflexos em ativos agrícolas. A resposta dos formuladores de política indicou propostas de novos mecanismos tarifários, o que mantém um pano de fundo de incerteza para exportadores e importadores.
Para o Brasil, esse cenário de preços mais baixos na CBOT pode ter impactos mistos. Por um lado, isso tende a reduzir a pressão de preços no mercado interno, já que a commodity internacional perde força e se torna relativamente mais barata para importadores brasileiros. Por outro, margens mais apertadas nas exportações podem tornar o produto brasileiro menos competitivo em determinados mercados, especialmente se os custos logísticos se mantiverem elevados.
O trigo encerra o dia em queda na CBOT, com os agentes do mercado acompanhando de perto os próximos dados de oferta e demanda, o comportamento do dólar e os desdobramentos das políticas comerciais globais, que deverão continuar a orientar os rumos das cotações nas próximas sessões.
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