Trigo fecha em baixa na CBOT nesta quarta-feira (4) com pressão do dólar e atenção às exportações dos EUA
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O mercado do trigo encerrou esta quarta-feira (4) em queda na Bolsa de Chicago (CBOT), com os principais vencimentos registrando perdas consistentes ao longo do pregão.
No fechamento, o contrato março/26 foi cotado a US$ 5,66/bu, com baixa de 32 pontos. O vencimento maio/26 encerrou a US$ 5,68/bu, com recuo de 54 pontos. Já o contrato julho/26 fechou a US$ 5,77/bu, registrando desvalorização de 56 pontos.
O movimento de baixa em Chicago ocorreu em um ambiente de ajustes técnicos após a volatilidade recente e com o mercado acompanhando o cenário internacional. Embora as tensões no Oriente Médio continuem gerando incertezas e impacto sobre os preços do petróleo, não há até o momento interrupção direta na oferta global de trigo, o que limita movimentos mais intensos de alta nas cotações do cereal.
No câmbio, após a forte alta registrada na terça-feira (3), o dólar passou a operar em queda nesta quarta-feira (4), reduzindo parte da pressão observada no dia anterior. Esse recuo cambial tende a aliviar a paridade de importação no Brasil, embora o mercado doméstico continue sensível às oscilações externas.
Além disso, investidores seguem atentos ao ritmo das exportações norte-americanas e às condições das lavouras de trigo de inverno nos Estados Unidos, fatores que continuam sendo determinantes para a formação dos preços na Bolsa de Chicago.
No Brasil, o mercado físico segue firme, conforme dados do Cepea/Esalq. No Paraná, o preço médio do trigo foi de R$ 1.185,88 por tonelada em nesta terça-feira (3), com alta diária de 0,30% e avanço de 0,66% no mês. No Rio Grande do Sul, a média foi de R$ 1.095,20 por tonelada, estável no dia e com variação mensal negativa de 0,32%.
Segundo o Cepea, a sustentação dos preços internos está relacionada à oferta ajustada no mercado disponível e à postura cautelosa dos vendedores, enquanto compradores atuam de forma pontual. O Centro de Estudos também destaca que as oscilações externas e cambiais seguem sendo determinantes para a formação dos valores no mercado doméstico.
Com isso, o trigo encerra a quarta-feira com pressão em Chicago, enquanto o mercado brasileiro permanece atento aos desdobramentos internacionais e ao comportamento do câmbio.
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