Trigo fecha em queda em Chicago, mas mercado brasileiro mantém sustentação com oferta limitada

Publicado em 01/06/2026 18:06
Contratos futuros recuaram nesta segunda-feira (1º), enquanto o mercado interno segue firme diante da baixa liquidez e da escassez de trigo disponível para comercialização

O mercado do trigo encerrou a sessão desta segunda-feira (1º) em baixa na Bolsa de Chicago. A pressão veio principalmente da evolução favorável das lavouras nos Estados Unidos, do avanço da colheita em importantes regiões produtoras do Hemisfério Norte e de movimentos técnicos dos fundos de investimento.

No fechamento, o contrato julho/26 foi cotado a 608,6 cents por bushel, com recuo de 16 pontos. O setembro/26 encerrou a sessão a 621,2 cents por bushel, queda de 22 pontos. Já o dezembro/26 fechou em 640,4 cents por bushel, baixa de 24 pontos.

Segundo análises divulgadas ao longo do dia, o mercado acompanhou previsões climáticas favoráveis para áreas produtoras norte-americanas, fator que reduz preocupações com a oferta da nova safra e contribui para pressionar as cotações internacionais. Além disso, a competitividade do trigo da região do Mar Negro continua sendo um elemento importante para limitar avanços mais expressivos em Chicago.

Apesar da retração externa, o cenário brasileiro segue apresentando fundamentos distintos. De acordo com análise da Safras & Mercado, maio terminou com preços firmes no mercado doméstico, mesmo diante da baixa liquidez dos negócios. A consultoria destaca que a oferta disponível continua restrita, enquanto produtores permanecem cautelosos nas negociações.

A sustentação dos preços internos também está relacionada à necessidade de abastecimento dos moinhos e à limitada disponibilidade de trigo de qualidade no Mercosul. O mercado segue acompanhando o desenvolvimento da nova safra brasileira, especialmente nas regiões produtoras do Sul do país, onde as condições climáticas continuam sendo determinantes para o potencial produtivo.

Outro fator observado pelos agentes do setor é a evolução da safra argentina. O país permanece como principal fornecedor externo do cereal para o Brasil, e qualquer alteração nas perspectivas de produção ou exportação influencia diretamente a formação de preços no mercado nacional.

Com a semeadura avançando no Sul do Brasil e os estoques remanescentes da safra passada cada vez mais ajustados, o mercado deve continuar acompanhando de perto as condições climáticas, o comportamento da demanda industrial e as oscilações das bolsas internacionais nas próximas semanas.

Por: Priscila Alves I Instagram: @priscilaalvestv
Fonte: Notícias Agrícolas

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