Trigo fecha em alta em Chicago e mercado acompanha oferta restrita no Brasil durante a entressafra

Publicado em 17/07/2026 15:47
Cotações avançaram na CBOT, enquanto a baixa disponibilidade da safra velha e a liquidez reduzida seguem sustentando os preços no mercado brasileiro

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Os contratos futuros do trigo encerraram a sessão desta sexta-feira (17) em alta na Bolsa de Chicago (CBOT), refletindo um movimento de recuperação após as oscilações registradas ao longo da semana. O mercado continua atento ao cenário global de oferta e às questões geopolíticas no Mar Negro, enquanto, no Brasil, a entressafra mantém a liquidez reduzida e os preços firmes.

Fechamento dos contratos

Setembro/26: US$ 6,84/bushel, com alta de 8,00 centavos.
Dezembro/26: US$ 7,01/bushel, com alta de 8,75 centavos.
Março/27: US$ 7,15/bushel, com alta de 9,50 centavos.

No mercado doméstico, o ritmo dos negócios segue lento, comportamento típico do período de entressafra. Segundo o analista Elcio Bento, da Safras & Mercado, a oferta remanescente continua limitada, principalmente de trigo de melhor qualidade, enquanto os moinhos mantêm compras pontuais devido à dificuldade de repassar os custos da matéria-prima aos preços da farinha.

Ainda conforme a análise de Elcio Bento, a menor disponibilidade da safra velha sustenta as cotações no mercado físico, mas o bom desenvolvimento das lavouras da nova safra limita movimentos mais expressivos de valorização. No Paraná, a média estadual subiu para R$ 1.417 por tonelada FOB, avanço de 1,4% na semana. No Rio Grande do Sul, a média alcançou R$ 1.295 por tonelada FOB, alta semanal de 0,8%.

No exterior, os investidores continuam monitorando o andamento das lavouras do Hemisfério Norte e as condições para as exportações pela região do Mar Negro, fatores que seguem determinando a volatilidade das cotações internacionais. Na Argentina, o trigo FOB registrou valorização na semana, enquanto os preços para embarques da nova safra permanecem entre US$ 220 e US$ 230 por tonelada, mantendo a competitividade do cereal no mercado internacional.

Para o mercado brasileiro, o foco permanece dividido entre a evolução da safra de inverno e a necessidade de importações ao longo da temporada. Com a comercialização ainda travada e a oferta disponível restrita, produtores seguem firmes nas pedidas, enquanto compradores atuam de forma cautelosa, aguardando maior definição sobre a produção nacional e o comportamento do mercado externo.

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Por:
Priscila Alves I instagram: @priscilaalvestv
Fonte:
Notícias Agrícolas

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