Trigo fecha em baixa em Chicago nesta 6º feira
Os contratos futuros do trigo encerraram a sessão desta sexta-feira (12) em baixa na Bolsa de Chicago (CBOT), pressionados pelo avanço da colheita no Hemisfério Norte e pelas expectativas de oferta confortável entre os principais produtores mundiais.
O contrato julho/26 fechou cotado a US$ 5,84/bushel, com perda de 2,2 pontos. O setembro/26 encerrou a US$ 5,95/bushel, recuo de 2,4 pontos, enquanto o dezembro/26 terminou o dia em US$ 6,12/bushel, baixa de 2,6 pontos.
O mercado seguiu acompanhando o desenvolvimento das lavouras e o avanço da colheita do trigo de inverno nos Estados Unidos. As perspectivas de boa produtividade e o cenário de ampla disponibilidade global continuam limitando movimentos de recuperação mais consistentes nas cotações internacionais.
Apesar da pressão observada em Chicago, o mercado brasileiro segue sustentado por fundamentos próprios. A oferta restrita de trigo disponível para comercialização continua dando suporte aos preços internos, especialmente para lotes de melhor qualidade.
Além da disponibilidade reduzida, a valorização do dólar frente ao real ao longo dos últimos meses também contribui para manter a competitividade do produto nacional diante do cereal importado. O cenário tem levado vendedores a manterem posições firmes nas negociações, enquanto compradores seguem atuando de forma cautelosa.
A liquidez continua limitada em diversas regiões produtoras. Com estoques remanescentes reduzidos e a nova safra ainda em desenvolvimento, muitos agentes optam por aguardar uma definição mais clara sobre o potencial produtivo das lavouras de inverno antes de ampliar os negócios.
As atenções permanecem voltadas para as condições climáticas no Sul do Brasil, principal região produtora do país. O comportamento do clima nas próximas semanas será determinante para a consolidação das estimativas de produção e para a formação dos preços no mercado interno durante o segundo semestre.
Embora as perdas registradas em Chicago exerçam influência sobre o sentimento do mercado, os preços domésticos continuam encontrando sustentação na combinação de oferta restrita, estoques enxutos e incertezas relacionadas à nova safra.