Trigo fecha em alta em Chicago, enquanto mercado acompanha desafios para a safra brasileira
Os contratos futuros do trigo encerraram a sessão desta terça-feira (16) em alta na Bolsa de Chicago (CBOT). O mercado encontrou suporte em movimentos de recuperação técnica após as recentes perdas, enquanto agentes seguem monitorando o desenvolvimento das safras nos principais países produtores.
O contrato julho/26 fechou cotado a US$ 5,96/bu, com ganho de 6,2 pontos. O setembro/26 encerrou a sessão a US$ 6,04/bu, avançando 3,6 pontos, enquanto o dezembro/26 terminou o dia em US$ 6,21/bu, com valorização de 5 pontos.
Apesar da recuperação dos preços nesta sessão, o mercado internacional continua acompanhando o avanço da colheita do trigo de inverno nos Estados Unidos e as perspectivas de oferta global para a temporada 2026/27. A expectativa de uma produção robusta nos principais exportadores segue limitando movimentos mais expressivos de alta.
No Brasil, o mercado segue mais atento ao desenvolvimento da safra do que propriamente às oscilações diárias de Chicago. Segundo levantamento da Safras & Mercado, o plantio atingiu 56% da área prevista, ante 44% na semana anterior, impulsionado pela melhora da umidade do solo no Paraná e no Rio Grande do Sul. Apesar do avanço dos trabalhos, entidades do setor alertam que a combinação entre incertezas climáticas e rentabilidade reduzida pode resultar em uma safra menor do que o inicialmente projetado, com estimativas apontando para redução de até 20% da produção nacional.
Embora as condições para o plantio tenham melhorado nas últimas semanas, o setor segue atento aos desafios da temporada. Entre os principais fatores de preocupação estão as incertezas climáticas durante o desenvolvimento das lavouras e a rentabilidade mais apertada da cultura, cenário que pode impactar as decisões dos produtores e o potencial produtivo da safra.
Além disso, o mercado continua acompanhando o ritmo da comercialização. A oferta de trigo disponível da safra passada permanece limitada em diversas regiões, fator que ainda contribui para a sustentação dos preços no mercado físico. Ao mesmo tempo, compradores mantêm postura cautelosa enquanto aguardam uma definição mais clara sobre o potencial da nova produção.