Trigo fecha em alta moderada em Chicago e mercado acompanha fundamentos globais e cenário de plantio no Brasil
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O mercado internacional de trigo encerrou a sessão desta quarta-feira (12) com leve valorização na Bolsa de Chicago, refletindo ajustes técnicos e monitoramento de fundamentos globais para o cereal.
Os contratos mais negociados fecharam com os seguintes valores:
Maio/26: 598,4 cents por bushel
Julho/26: 609,4 cents por bushel
Setembro/26: 622,6 cents por bushel
Todos os vencimentos registraram avanço de cerca de 3 a 4 pontos no dia, indicando recuperação moderada nas cotações do cereal no mercado futuro.
Ajustes técnicos e movimentação de traders influenciam mercado
Segundo análise divulgada pelo relatório diário da consultoria Price Futures Group, o mercado de grãos segue sendo influenciado por movimentações técnicas e posicionamento dos investidores. Relatórios recentes indicam que parte das oscilações ocorre por ajustes de posições no mercado futuro e pela expectativa de mudanças na oferta global de grãos.
Os analistas apontam ainda que o mercado continua atento às condições de produção em diferentes regiões produtoras e ao comportamento da demanda global, fatores que influenciam diretamente o direcionamento das cotações ao longo do ano.
Estoques globais e produção seguem no radar
Dados recentes do USDA mostram que o mercado também acompanha a evolução dos estoques globais. O órgão estima estoques finais mundiais de trigo próximos de 276,9 milhões de toneladas, ligeiramente abaixo da estimativa anterior, cenário que mantém o mercado atento ao equilíbrio entre oferta e demanda.
Qualquer mudança nas expectativas de produção ou exportação entre os principais produtores globais tende a impactar diretamente as cotações negociadas em Chicago.
Redução de plantio no Brasil entra no radar do mercado
No Brasil, o cenário também começa a influenciar as análises para o cereal. De acordo com estimativa da consultoria Safras & Mercado, a área plantada com trigo no país pode cair 15,5% na safra 2026/27.
O levantamento indica que a área deve recuar para cerca de 1,985 milhão de hectares, frente aos 2,349 milhões cultivados no ciclo anterior. A produção também pode diminuir cerca de 14,5%, passando de aproximadamente 8,02 milhões para 6,85 milhões de toneladas.
A consultoria atribui essa possível redução principalmente ao cenário econômico desafiador para os produtores e à concorrência com outras culturas de inverno.
Produtor brasileiro acompanha mercado externo
Mesmo com características próprias no mercado doméstico, o trigo produzido no Brasil costuma acompanhar os movimentos internacionais, especialmente os preços formados em Chicago.
Com a possível redução de área plantada no país e as oscilações nas bolsas internacionais, o comportamento do mercado global continuará sendo um dos principais indicadores para produtores, cooperativas e indústria ao longo de 2026.
Assim, além do clima e dos custos de produção, o produtor brasileiro deverá manter atenção ao comportamento das cotações internacionais e às mudanças nos fundamentos globais do cereal, fatores que seguem determinando o ritmo do mercado de trigo.
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