Trigo opera em alta na Bolsa de Chicago nesta 4ª, enquanto mercado acompanha oferta global e perspectivas para a produção no Brasil
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O mercado do trigo iniciou as negociações desta quarta-feira (11) em alta na Bolsa de Chicago (CBOT), recuperando parte das perdas registradas nas sessões anteriores.
Na abertura do pregão, o contrato maio/26 era cotado a US$ 6,02/bu, registrando alta de 11,6 pontos nas primeiras movimentações do dia. Já o contrato julho/26 operava a US$ 6,13/bu, com ganho de cerca de 10 pontos, conforme dados das primeiras negociações da CBOT.
O movimento ocorre após uma sessão anterior marcada por perdas nos contratos do cereal, quando o complexo do trigo recuou nas três bolsas norte-americanas em meio a ajustes técnicos e realização de lucros por parte dos fundos.
De acordo com análises de mercado divulgadas por plataformas de acompanhamento de commodities, os contratos voltam a subir no início desta quarta-feira acompanhando o movimento mais amplo do complexo de grãos, após a queda observada no pregão anterior.
Perspectivas para a produção brasileira entram no radar do mercado
Além dos fatores internacionais, o mercado também acompanha novas projeções para a produção brasileira de trigo.
Levantamento divulgado pela Safras & Mercado indica que a safra brasileira 2026/27 pode cair cerca de 14,5%, alcançando aproximadamente 6,85 milhões de toneladas. A consultoria aponta que a retração está ligada principalmente à redução da área semeada com o cereal.
Segundo Elcio Bento, analista da Safras & Mercado, a área destinada ao trigo deve recuar 15,5%, totalizando cerca de 1,985 milhão de hectares, contra 2,349 milhões de hectares cultivados na safra anterior.
De acordo com o analista, essa redução reflete dificuldades econômicas enfrentadas pelo produtor e a concorrência com outras culturas de inverno, que têm se mostrado mais competitivas em algumas regiões produtoras do país.
Mercado segue atento aos fundamentos globais
No cenário internacional, o mercado continua monitorando os fundamentos de oferta e demanda global do cereal, além de fatores macroeconômicos e geopolíticos que têm ampliado a volatilidade das commodities agrícolas nas últimas semanas.
Após um período de fortes oscilações em Chicago, analistas apontam que o mercado do trigo entrou em uma fase de maior cautela, com investidores avaliando tanto o ritmo das exportações quanto as perspectivas para as próximas safras nos principais países produtores.
O comportamento das cotações em Chicago segue sendo acompanhado de perto por produtores, indústrias e agentes do mercado, já que as oscilações nos contratos futuros continuam influenciando diretamente a formação dos preços do trigo no mercado brasileiro.
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