Trigo sobe em Chicago e mercado acompanha avanço do plantio no Brasil

Publicado em 24/06/2026 10:55
Desenvolvimento da safra de inverno e perspectivas de oferta seguem no radar dos agentes do mercado

Os contratos futuros do trigo registravam alta na Bolsa de Chicago (CBOT) nas primeiras horas da manhã desta quarta-feira (24), em um movimento de recuperação após as perdas observadas em sessões anteriores.

O contrato julho/26 era cotado a US$ 5,90/bu, com ganho de 3,2 pontos. O setembro/26 registrava US$ 6,00/bu, avanço de 3,6 pontos, enquanto o dezembro/26 operava a US$ 6,17/bu, também com valorização de 3,6 pontos.

O mercado internacional segue acompanhando o desenvolvimento das lavouras e as perspectivas de oferta nos principais países produtores e exportadores de trigo, fatores que continuam direcionando as negociações na CBOT.

No Brasil, as atenções permanecem voltadas para o avanço da safra de inverno. Segundo dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o plantio de trigo já alcançou cerca de 59,5% da área prevista para a temporada 2026.

Os trabalhos avançam principalmente nas regiões produtoras do Sul do país, onde as condições climáticas seguem sendo monitoradas pelos agentes do mercado. O desempenho das lavouras nas próximas semanas será determinante para as estimativas de produção da safra brasileira.

Ao mesmo tempo, o setor acompanha as projeções para a oferta nacional. Entidades e consultorias têm chamado atenção para a redução da área cultivada em algumas regiões produtoras, especialmente no Rio Grande do Sul, movimento associado aos desafios de rentabilidade enfrentados pela cultura e às incertezas climáticas observadas nas últimas temporadas.

O cenário também mantém o foco sobre o abastecimento interno. Tradicionalmente, o Brasil complementa sua demanda por meio de importações, sobretudo de países do Mercosul, enquanto acompanha o desenvolvimento da produção doméstica.

Além das oscilações observadas em Chicago, o mercado brasileiro segue atento ao andamento do plantio, às condições climáticas e às perspectivas de produção da safra de trigo 2026.

Por: Priscila Alves I instagram: @priscilaalvestv
Fonte: Notícias Agrícolas

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