Trigo reage e fecha em alta na CBOT nesta terça-feira após sequência de quedas

Publicado em 24/03/2026 16:47 e atualizado em 24/03/2026 17:44
Contratos futuros avançam em Chicago e mercado busca recuperação com ajustes técnicos e monitoramento do cenário global.

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O mercado do trigo encerrou o pregão desta terça-feira (24) em alta na Chicago Board of Trade (CBOT), após sessões consecutivas de pressão negativa, em um movimento de recuperação observado ao longo do dia.

No fechamento, o contrato maio/26 foi cotado a US$ 5,90/bu, com alta de 2 pontos. O vencimento julho/26 encerrou a US$ 6,02/bu, com ganho de 2 pontos. Já o contrato setembro/26 fechou a US$ 6,16/bu, também com valorização de 2 pontos.

O avanço registrado nesta sessão ocorre após um período de quedas, com o mercado buscando reequilíbrio diante de ajustes de posições por parte dos investidores. Ao longo do dia, os contratos chegaram a operar com ganhos mais consistentes, indicando tentativa de reação após a pressão recente.

De acordo com análises divulgadas ao longo do dia no mercado, o trigo encontrou suporte em compras técnicas e na recomposição de posições, após atingir níveis mais baixos nos últimos pregões. Esse movimento é comum em cenários de volatilidade, quando os preços passam a atrair interesse comprador em patamares considerados mais competitivos.

Apesar da alta, o cenário global segue sem mudanças estruturais relevantes. A oferta mundial ainda é vista como suficiente no curto prazo, com forte presença de exportadores como Rússia e União Europeia no mercado internacional, o que continua limitando movimentos mais expressivos de valorização.

No Brasil, o mercado físico segue com ritmo moderado de negociações. Informações recentes do mercado indicam que moinhos permanecem abastecidos no curto prazo, enquanto produtores adotam postura cautelosa, acompanhando as oscilações externas e o comportamento do câmbio antes de avançar com novos negócios.

Diante desse contexto, a alta desta terça-feira deve ser interpretada com cautela pelo produtor, já que o ambiente global ainda é de volatilidade e sensibilidade a fatores externos. O mercado segue dependente de novas informações sobre clima no Hemisfério Norte, dinâmica das exportações e movimentação dos fundos para definir uma direção mais consistente nos próximos pregões.

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Por:
Priscila Alves
Fonte:
Notícias Agrícolas

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