Trigo sobe mais de 2% em Chicago com foco na oferta global e tensões no Mar Negro
Os contratos futuros do trigo abriram a quarta-feira (22) em forte alta na Bolsa de Chicago (CBOT), refletindo a preocupação do mercado com a oferta global e os riscos geopolíticos na região do Mar Negro. Apesar da expectativa de uma boa produção em alguns países exportadores, investidores seguem atentos ao ritmo das exportações da Rússia e da Ucrânia, além das condições climáticas no Hemisfério Norte.
Na CBOT, o contrato setembro/26 era cotado a US$ 6,96/bushel, com alta de 18,2 pontos, avanço de 2,69%. O dezembro/26 valia US$ 7,13/bushel, com ganho de 17,4 pontos, valorização de 2,50%. Já o março/27 era negociado a US$ 7,28/bushel, com alta de 17,2 pontos, avanço de 2,42%.
O mercado voltou a precificar os riscos para o abastecimento global. As incertezas sobre o fluxo das exportações pelo Mar Negro, somadas às preocupações com o clima em importantes regiões produtoras, sustentam o movimento de alta nas cotações, mesmo diante das perspectivas de uma safra robusta na Rússia.
No Brasil, a menor produção esperada para a safra 2026 continua sendo um importante fator de sustentação para o mercado doméstico. A redução da oferta nacional deve ampliar a necessidade de importações, mantendo a Argentina como principal fornecedora do cereal ao país.
Assim, o mercado inicia o dia atento ao cenário internacional, em que qualquer alteração nas condições de produção ou na logística dos grandes exportadores pode provocar novas oscilações nos preços negociados em Chicago.