Trigo abre em alta e mercado reage com alerta sobre oferta global e impacto no Brasil
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O mercado do trigo iniciou a sessão desta terça-feira (14) em alta na Chicago Board of Trade (CBOT), em um movimento de recuperação após as recentes quedas e que volta a colocar o produtor brasileiro em estado de atenção quanto às oportunidades de comercialização.
Na abertura, o contrato maio/26 foi cotado a US$ 5,83/bu, com alta de 6 pontos. O julho/26 operava a US$ 5,92/bu, com valorização de 1 ponto, enquanto o setembro/26 era negociado a US$ 6,04/bu, também registrando alta de 1 ponto nas primeiras negociações do dia.
O movimento positivo em Chicago ocorre em meio a preocupações com as condições das lavouras nos Estados Unidos, que seguem sendo monitoradas pelo mercado. A piora nos índices de qualidade das safras, conforme relatórios recentes, tende a dar suporte às cotações no curto prazo, reduzindo parte da pressão vinda da ampla oferta global.
Além disso, o mercado também reage a ajustes técnicos após as quedas recentes, com atuação de fundos e recomposição de posições, o que contribui para esse movimento de alta no início do pregão.
O cenário segue distinto. De acordo com o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), a oferta restrita no mercado interno, combinada com demanda ativa por parte dos moinhos, continua sustentando os preços no país. Esse fator limita quedas mais intensas e mantém o mercado doméstico relativamente firme, mesmo diante das oscilações externas.
Ainda segundo o Cepea, muitos produtores seguem retraídos nas vendas, à espera de melhores condições de preço, enquanto compradores atuam de forma mais estratégica, garantindo volumes pontuais. Esse comportamento reduz a liquidez, mas mantém a sustentação das cotações internas.
Para o produtor rural brasileiro, o cenário atual exige atenção redobrada. A alta em Chicago pode abrir janelas de oportunidade, mas o mercado segue sensível tanto às condições climáticas no hemisfério norte quanto ao comportamento da demanda global.
Assim, a abertura desta terça-feira reforça um ambiente de volatilidade, no qual decisões de venda e comercialização precisam considerar não apenas o movimento externo, mas também a dinâmica interna, marcada por oferta enxuta e demanda consistente.
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