Média de 56% de pecuaristas eficientes nos últimos cinco anos se mantém, mas seleção natural do restante está mais clara agora

Publicado em 24/04/2018 12:41
Não está havendo, assim, nenhuma crise mais aguda. Dos 44% de produtores restantes, os ajustes são feitos com o abate de fêmeas, p.ex., para regular estoques, e vão operando somente cobrindo custos operacionais e não a depreciação da terra. A reabertura de plantas está alinhada ao volume de abate que está próximo de antes da Carne Fraca.
Sérgio de Zen - Pesquisador do Cepea

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Crise da Pecuária, com Sérgio de Zen - Pesquisador do Cepea

 

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De acordo com dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), os preços médios do boi gordo em São Paulo estão na mesma média de 2015. Considerando que os custos aumentaram, os pecuaristas não conseguem repassar a integridade do seu custo para os preços, como avalia Sérgio de Zen, pesquisador do Cepea.

Segundo ele, são muitos produtores para poucos compradores no mercado e, nessa época do ano, uma parcela dos animais está em pastos. Se o produtor não possuir um planejamento para suplementar, esses animais devem ser colocados no mercado, o que causa excesso de oferta.

Para ele, este também é um ano complexo de ser analisado, já que os dados macroeconômicos do país são bons, mas a eleição presidencial traz muitas incertezas sobre qual será o modelo econômico a ser adotado pelo país.

Ele comenta que a política que o estado brasileiro adotou anteriormente, de focar o investimento em algumas empresas, forçou o crescimento destas e a dependência do pecuarista de alguns grupos. Sem a intervenção do estado, a reversão deste momento começa a dar as suas caras.

Contudo, cerca de 56% dos pecuaristas mantêm a eficiência em seus negócios. Os outros 44%, por sua vez, estão realizando ajustes com o abate de fêmeas para regular seus estoques, operando com o intuito de cobrir os custos operacionais.

Confira também:

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Abate está superdimensionado na volta à normalidade da JBS e plantas reabertas no vácuo da crise do grupo preocupam

 

Por: Giovanni Lorenzon e
Fonte: Notícias Agrícolas

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