Receita com exportação de carne bovina do Brasil deve crescer 37% em 2025, prevê Abrafrigo
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Por Roberto Samora
SÃO PAULO, 19 Dez (Reuters) - A exportação do setor de carne bovina do Brasil, maior exportador global, deverá registrar novos recordes em volumes e receitas em 2025, superando as máximas históricas do ano passado com um faturamento total de mais de US$18 bilhões, estimou nesta sexta-feira a Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo).
As projeções indicam que o Brasil pode ter um crescimento de aproximadamente US$5 bilhões de dólares na comparação com o total de 2024, que registrou faturamento de US$13,135 bilhões, ou cerca de 37%, segundo dados da Abrafrigo.
A associação citou as exportações para a China, o crescimento de outros mercados como México, Rússia, União Europeia e Chile, além da retomada de maiores compras pelos Estados Unidos, após o fim a retirada das tarifas pelo governo de Donald Trump em novembro.
Já os embarques do ano deverão se aproximar de 4 milhões de toneladas, versus 3,19 milhões em 2024, segundo dados e projeções da Abrafrigo, associação que representa indústrias do setor.
No acumulado do ano até novembro, segundo a Abrafrigo, a receita já atingiu US$16,530 bilhões (+37,5%) e 3,510 milhões de toneladas (+19%).
As vendas para a China cresceram 48% até novembro de 2025, em relação aos primeiros 11 meses do ano anterior, somando US$ 8,029 bilhões, ou cerca de metade de tudo que o Brasil exportou, com embarques de 1,499 milhão de toneladas (+23,65%).
A participação das exportações de carne bovina in natura para o mercado chinês, em relação ao total exportado, aumentou para 54% na parcial até novembro de 2025, ante uma participação de 51% no mesmo período do ano anterior.
Os valores médios de exportação de carne bovina in natura para a China subiram 19,5% neste ano, passando para US$5.355 por tonelada (média de janeiro a novembro de 2025).
Esse aumento nos preços médios de exportações reflete movimentos nos preços do boi gordo no Brasil, que vêm subindo em virtude de fatores como uma mudança no ciclo pecuário, que sinaliza para uma oferta mais restrita da matéria-prima e preços mais elevados no próximo ano, disse a associação.
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