Mercado do café vive momento histórico com preços mais altos desde 1977

Publicado em 04/12/2024 16:45 e atualizado em 04/12/2024 17:36
De acordo com analista, preços devem continuar em volatilidade diante da perspectiva de oferta dos principais países produtores de café
Fernando Maximiliano - Analista de Café da StoneX
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Mercado do café vive momento histórico com preços mais altos desde 1977

Os preços do café subiram nesta quarta-feira (04) recuperando algumas das perdas significativas registradas nos últimos dias. De acordo com o Barchart, a fraqueza do dólar também desencadeou algumas coberturas de curto prazo em futuros de café, contribuindo para a alta acentuada nas bolsas internacionais. 

Para Fernando Maximiliano, analista de café da StoneX, o mercado cafeeiro vem vivenciando um momento histórico, com preços atingindo altas recordes em 47 anos. O avanço dos preços está sendo sustentado por uma série de fatores como: a perspectiva da quebra da safra brasileira de café 2025, a expectativa diante de uma oferta limitada dos principais países produtores e a volatilidade do dólar. 

Outro ponto destacado pelo analista é o atraso na colheita do robusta no Vietnã, devido ao excesso de chuva, que vem preocupando os agentes e contribuindo para a volatilidade na bolsa de Londres. 

Nesta terça-feira (03) a Vietnam Coffee and Cocoa Association aumentou sua estimativa de produção de café do Vietnã para 2024/25 para 28 milhões de sacas, de uma estimativa de outubro de 27 milhões de sacas.

O robusta fecha então a sessão desta 4ª feira (04) com uma alta de US$ 144 no valor de US$ 4.770/tonelada no vencimento de janeiro/25, um aumento de US$ 147 no valor de US$ 4.751/tonelada no de março/25, uma alta de US$ 158 no valor de US$ 4.702/tonelada no de maio/25, e um ganho de US$ 161 no valor de US$ 4.638/tonelada no de julho/25.

A Federação Nacional do Café informou que a Colômbia produziu 1,76 milhão de sacas de café arábica em novembro, 37% a mais que no mesmo mês do ano passado.

Para Fernando, o impacto nas lavouras de arábica no Brasil após o longo período de estiagem continua deixando o cenário da variedade com bastante incerteza para o futuro. 

Diante disso, o arábica registra alta de 825 pontos no valor de 305,95 cents/lbp no contrato de janeiro/25, um ganho de 820 pontos no valor de 303,70 cents/lbp no de março/25, um aumento de 810 pontos no valor de 301,75 cents/lbp no de maio/25, e uma alta de 765 pontos no valor de 297,25 cents/lbp no de julho/25.

Mercado Interno 

O mercado físico brasileiro também encerra a 4ª feira (04) registrando fortes altas nas áreas acompanhadas pelo Notícias Agrícolas. 

O analista da StoneX destaca que, neste momento é importante que os produtores lancem mão de ferramentas de gestão de risco, para trazer mais previsibilidade para suas negociações e não ficarem tão expostos diante da volatilidade do mercado. 

Segundo boletim do Escritório Carvalhaes, há uma resistência dos cafeicultores brasileiros em vender café neste final de 2024.

O Café Arábica Tipo 6 registra alta de 3% no valor de R$ 2.060,00/saca em Patrocínio/MG, um aumento de 3,11% no valor de R$ 1.990,00/saca em Machado/MG, uma alta de 2,42% no valor de R$ 2.120,00/saca em Franca/SP, e um ganho de 1,49% no valor de R$ 2.050,00/saca em Varginha/MG.

Já o Cereja Descascado encerra o dia com alta de 3,48% em Patrocínio/MG no valor de R$ 2.080,00/saca, uma alta de 1,20% no valor de R$ 2.100,00/saca em Campos Gerais/MG, e um aumento de 0,94% no valor de 2.140,00/saca em Poços de Caldas/MG. 

 

 

 

 

Por: Raphaela Ribeiro
Fonte: Notícias Agrícolas

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