Café fecha em queda nas bolsas nesta 4ª feira com avanço da colheita no Brasil pressionando as cotações
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Os preços do café encerraram a sessão desta quarta-feira (22) em baixa nas principais bolsas internacionais, pressionados pelo avanço da colheita brasileira, que aumenta a disponibilidade de oferta no mercado. Apesar disso, os trabalhos de campo ainda seguem atrasados em relação ao mesmo período de 2025 em diversas regiões produtoras, mantendo a atenção dos agentes sobre a evolução da safra.
Na ICE Futures US, o contrato setembro/26 do café arábica fechou cotado a 324,55 cents de dólar por libra-peso, com queda de 400 pontos. O vencimento dezembro/26 encerrou a 309,45 cents/libra-peso, com recuo de 445 pontos.
Na ICE Europe, o contrato setembro/26 do café robusta terminou negociado a US$ 3.818 por tonelada, com queda de 22 dólares. O contrato novembro/26 fechou a US$ 3.799 por tonelada, com baixa de 38 dólares.
A pressão sobre os preços ocorre em meio ao avanço da colheita no Brasil. Segundo análise da Barchart, a entrada da nova safra amplia a oferta disponível e pesa sobre as cotações internacionais. Ao mesmo tempo, as perspectivas de uma produção elevada no ciclo 2026/27 reforçam o sentimento baixista do mercado.
Por outro lado, o ritmo da colheita ainda permanece abaixo do observado no ano passado. De acordo com a Cooxupé, maior cooperativa de café do mundo, a colheita na sua área de atuação atingiu 47,3% até 18 de julho, avanço semanal de 16,4 pontos percentuais, mas ainda inferior aos 68,4% registrados no mesmo período de 2025. Os atrasos são consequência das chuvas registradas durante junho e no início de julho, que reduziram o ritmo dos trabalhos em campo.
Mesmo com a pressão da oferta, o mercado segue atento às condições climáticas para o restante da safra e à qualidade dos grãos colhidos. Além disso, os baixos estoques certificados de café arábica na ICE e as incertezas relacionadas aos impactos do El Niño sobre a próxima florada continuam limitando movimentos mais intensos de baixa nas bolsas.
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