Café perde força no fim do pregão e fecha no vermelho após mercado virar com melhora no clima
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As bolsas internacionais do café encerraram a terça-feira (21) em queda, devolvendo os ganhos registrados no início do pregão. Depois de operarem em alta durante boa parte do dia, as cotações inverteram o sinal diante das previsões de tempo mais seco nas principais regiões produtoras do Brasil, cenário considerado favorável para o avanço da colheita e para a secagem dos grãos.
Na ICE Futures US, o contrato setembro/26 do café arábica fechou cotado a 322,10 cents/lbp, com queda de 245 pontos. O vencimento dezembro/26 recuou 155 pontos, encerrando o dia a 307,90 cents/lbp.
Na ICE Europe, o robusta também terminou em baixa. O contrato setembro/26 fechou em US$ 3.818 por tonelada, queda de US$ 66, enquanto o novembro/26 perdeu US$ 52, encerrando a US$ 3.799 por tonelada.
A mudança de direção do mercado ocorreu após novas previsões indicarem predominância de tempo seco sobre as áreas cafeeiras brasileiras nos próximos dias. O cenário tende a favorecer o avanço da colheita, além dos trabalhos de secagem e beneficiamento dos grãos, reduzindo parte das preocupações com a oferta imediata de café.
Ainda assim, o mercado segue atento aos reflexos das chuvas registradas nas últimas semanas. Segundo especialistas, os volumes acima da média histórica em importantes regiões produtoras retardaram o ritmo da colheita e levantaram dúvidas sobre a qualidade de parte da safra, especialmente do café arábica. A umidade durante a maturação e a colheita aumenta o risco de perdas de qualidade e exige maior cuidado no processamento pós-colheita.
Apesar da correção desta terça-feira, os fundamentos de oferta continuam dando sustentação ao mercado. A colheita brasileira segue atrasada em relação ao mesmo período do ano passado e da média histórica, enquanto os estoques globais permanecem reduzidos, fatores que mantêm elevada a sensibilidade das cotações às condições climáticas.
No mercado físico brasileiro, o ritmo dos negócios continua moderado. Com a colheita ainda em andamento e incertezas sobre o potencial produtivo e a qualidade dos lotes, produtores seguem comercializando apenas parte da safra, enquanto compradores permanecem atentos à evolução dos trabalhos no campo e ao comportamento das bolsas internacionais.
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