Colheita do milho já acabou em Cerejeiras/RO e safra rentável mantém ânimo do produtor em investir na cultura

Publicado em 18/08/2020 11:44
Segunda safra que não recebia investimentos e não gerava lucros há 3 ou 4 anos, hoje garante rentabilidade e tende a crescer ainda mais na região com pecuária forte demandando ração e uma nova usina de etanol de milho chegado ao município
Jair Roberto Gollo - Presidente do Sindicato Rural de Cerejeiras/RO

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Colheita do milho já acabou em Cerejeiras/RO e safra rentável mantém ânimo do produtor em investir na cultura

 

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A colheita da segunda safra de milho já se encerrou em Cerejeiras em Rondônia com os trabalhos acontecendo com condições favoráveis e sem chuvas. A média de produtividade do município ainda não foi fechada, mas os relatos de produtores são de bons índices.

Segundo o presidente do Sindicato Rural de Cerejeiras/RO, Jair Roberto Gollo, muitos produtores colheram acima das 100 sacas pro hectare, chegando a até 120 sacas. Com isso, a expectativa de quebra de safra de 10% que existia na região não deve se confirmar.

A liderança destaca também que os preços obtidos na venda do cereal devem ter boa média e garantir a rentabilidade, mas muitos contratos foram firmados em patamares entre R$ 23,00 e R$ 30,00 a saca, inferiores aos atuais R$ 42,00.

Gollo comenta que, há 3 ou 4 anos a segunda safra de milho não representava rentabilidade e não estimulava grandes investimentos, sendo usada mais para rotação de culturas e cobertura. O cenário atual é outro e a cultura deve seguir crescendo daqui para frente com o setor da pecuária da região demandando muito milho e uma nova usina de etanol chegando ao município.

Neste momento, os produtores realizam correções de solo com calcário e gradeamento nas áreas que já tem condições para os trabalhos e esperam o início das chuvas para começar o plantio da próxima safra de soja, que deve ter força a partir de 2 de outubro.

Confira a íntegra da entrevista com o presidente do Sindicato Rural de Cerejeiras/RO no vídeo.

Por: Guilherme Dorigatti
Fonte: Notícias Agrícolas

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