Milho fecha com leves baixas na B3 nesta 2ª feira e sente pressão do dólar

Publicado em 09/02/2026 16:58
Moeda americana volta a fechar abaixo de R$ 5,20

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O primeiro pregão da semana foi negativo para os futuros do milho, tanto na Bolsa de Chicago, quanto na B3 e, em ambos os casos, as baixas foram moderadas. Durante todo o dia, os mercado trabalharam em campo negativo, testando ligeiras perdas entre as posições mais negociadas nesta segunda-feira (9). 

BOLSA DE CHICAGO

Na CBOT, os preços terminaram o dia perdendo entre 0,75 e 1,75 ponto nos principais contratos, levando o março a US$ 4,28 e o maio a US$ 4,37 por bushel. O mercado recuou na esteira da soja e do trigo, bem como do farelo, este último recuando quase 2%. 

Além disso, os traders ajustam suas posições antes da divulgação do novo boletim mensal de oferta e demanda que o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos). O novo boletim chega às 14h (horário de Brasília) e a tendência, segundo explicam analistas e consultores, deve ser um reporte mais neutro, depois de todas as mudanças vindas em janeiro. 

Um fator importante de limitação das baixas nesta segunda-feira foram os bons números dos embarques semanais norte-americando que também foram reportados hoje pelo USDA. 

Os embarques semanais foram de 1,307,781 milhão de toneladas, acima do intervalo esperado de 900 mil a 1,2 milhão de toneladas. Com este volume, o acumulado no ano comercial chega a 33,931,058 milhões de toneladas, 47% mais do que há um ano. 

NA B3

Na B3, as perdas do milho foram de tímidas, variando de 0,1% a 0,2% nos principais vencimentos, com o março fechando o dia com R$ 68,85 e o setembro a R$ 67,76 por saca. O dólar, por sua vez, perde os R$ 5,20 e fecha o dia com R$ 5,19, recuando 0,6% nesta segunda-feira. 

"Apesar da pressão recente do câmbio, o mercado físico de milho no Brasil está voltando a mostrar sinais de firmeza, com a retomada da demanda interna. A produção de etanol de milho bateu recorde em dezembro de 2025, com 926,9 milhões de litros e consumo de mais de 2,2 milhões de toneladas de miho. Na safra 25/26, o processamento já soma 18,5 milhões de toneladas, acima do mesmo período do ano passado. As margens segum atrativas, construindo um cenário que sustentação geração de caixa no curto prazo", explicam os analistas de mercado da Agrinvest Commodities. 

Do mesmo modo, os traders seguem acompanhando o plantio da segunda safra - que enfrenta dificuldades onde chove ainda de forma intensa, como é o caso do Centro-Oeste do Brasil - e a colheita da safra de milho verão, que também enfrenta algumas adversidades, como é o caso do Rio Grande do Sul, que sofre ainda com chuvas escassas e altas temperaturas. 

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Por:
Carla Mendes | Instagram @jornalistacarlamendes
Fonte:
Notícias Agrícolas

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