Milho: Preços fecham 3ª feira com mais de 1% de alta na B3, de olho no câmbio no clima e na demanda
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A quarta-feira (10) foi de boas altas para os futuros do milho negociados na B3. No mercado futuro nacional, os preços terminaram o dia com mais de 1% de alta nas posições mais negociadas. Assim, o março fechou o dia com R$ 69,90 e o setembro com R$ 67,95 por saca.
O mercado, segundo explicaram analistas e consultores, acompanhou os ganhos tímidos que se registraram na Bolsa de Chicago - em dia de novo boletim do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) mensal de oferta e demanda - e também da recuperação do dólar. A moeda americana, depois de testar suas mínimas em alguns meses na sessão anterior, voltou aos R$ 5,20 e terminou o dia com alta de 0,2%.
Ademais, internamente, a demanda pelo cereal também é um fator importante de estímulo às cotações, ao passo em que o mercado vai se equilibrando com o monitoramento do plantio da safrinha e a colheita do milho verão.
No Rio Grande do Sul, um dos principais produtores de milho primeira safra , o tempo continua quente e seco, preocupando os produtores e limitando o potencial produtivo das lavouras. Já no Centro-Oeste, onde a semeadura da safrinha vai evoluindo, o excesso de chuvas também vem tirando o sono dos produtores.
BOLSA DE CHICAGO
No mercado futuro norte-americano, o milho terminou o pregão com altas modestas de 0,25 a 1 ponto nas posições mais negociadas. O março fechou os negócios com US$ 4,28 por bushel, enquanto o maio foi a US$ 4,37 nesta terça-feira.
O dia foi de relatório morno vindo do USDA, com pouca ou quase nenhuma alteração tanto no quadro dos EUA, quanto no global.

O reporte trouxe um aumento para as exportações de milho norte-americanas para 83,82 milhões de toneladas, o que pode ser um novo recorde para as vendas externas do país. Ao mesmo tempo, o USDA apontou ainda estoques finais de milho menores nos EUA, reduzindo sua etimativa de 56,57 para 54,03 milhões de toneladas.
Além disso, ainda reduziu suas projeções para a safra global 2025/26 do cereal para 1.295,91 bilhão de toneladas, bem como os estoques finais mundiais, para 288,98 milhões de toneladas.
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