Com estiagem e ataque da cigarrinha do milho, produtora de Boa Esperança do Sul (SP) deve perder cerca de 40% da safrinha de milho

Publicado em 11/05/2022 10:50
De acordo com a produtora, foi preciso dobrar o número de aplicações para controlar os ataques da praga, mas ainda assim não foi o suficiente
Anna Paula Nunes - Diretora Administrativa Aprosoja SP

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Entrevista com Anna Paula Nunes - Diretora Administrativa Aprosoja SP sobre a Safra de Milho

Em abril, durante o período de pendoamento do milho na propriedade da produtora e diretora administrativa da Aprosoja São Paulo, Anna Paula Nunes, foram 28 dias sem chuva. Além do estrago causado pela estiagem, ataques da cigarrinha do milho devem reduzir a produtividade no local.

Anna Paula explica que plantou o milho mais cedo, em fevereiro, com a antecipação da colheita da soja, e com a seca e a cigarrinha, o potencial produtivo deve cair 40%, daindo de 90 sacas por hectare para 50 a 60 sacas por hectare.

"Houve esse corte de chuvas durante quase todo o mês de abril. Foram 28 dias sem nada de chuva. Na última semana choveu 12 milímetros, mas o estrago já estava feiro", lamentou. 

Ela conta que, normalmente, se faz entre duas a 3 entradas na lavoura para o controle de pragas, mas com o aumento dos ataques da cigarrinha do milho, foram necessárias 6 entradas, e ainda assim não foi o suficiente, conforme a produtora conta. Ela explica que a região é muito forte em produção de cana, planta que é hospedeira do inseto.

"Com os custos de produção em alta e ampliados pelo aumento das entradas na lavoura para manejo da cigarrinha, frente à média de produtividade que devemos ter, se empatar o preço de venda com os custos d eprodução, já saímos ganhando", pontuou.

Por: Letícia Guimarães
Fonte: Notícias Agrícolas

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