Dúvida na produção de milho: vendedor segura esperando altas e comprador aposta em baixas

Publicado em 24/05/2024 14:55
Analista destaca momento de pressão de colheita com milho entre R$ 56 e R$ 60, mas vê mercado de R$ 65 com retomada da demanda
Ruan Sene - Analista de Mercado da Grão Direto
Podcast

Dúvida na produção de milho: vendedor segura esperando altas e comprador aposta em baixas

 

Com a colheita da segunda safra de milho começando no Brasil, ainda há muita incerteza quanto ao tamanho da produção nacional do cereal. Ao mesmo tempo que muitas regiões conseguiram antecipar o plantio, encontram boas condições climáticas e estão produzindo bem nas primeiras áreas, outras sofreram com o clima e devem ter perdas, além da redução de área plantada registrada neste ciclo. 

Diante deste cenário, o Analista de Mercado da Grãos Direto, Ruan Sene, destaca que existe no mercado uma disputa entre vendedores que apostam em preços melhores para o grão e estão segurando sua comercialização mais do que nos anos anteriores, e compradores que acreditam em queda de preços e também não participam do mercado. 

Na visão de Sene, o curto prazo deve ser de pressão sazonal e natural nos preços diante da colheita avançando e da oferta entrando no mercado, mantendo os preços do milho na faixa entre R$ 56,00 e R$ 60,00 com base na Bolsa Brasileira (B3). Para um segundo momento, com a retomada da demanda, o analista acredita em um mercado trabalhando ao redor dos R$ 65,00 a saca. 

Confira a íntegra da entrevista com o Analista de Mercado da Grão Direto no vídeo. 

Por: Guilherme Dorigatti
Fonte: Notícias Agrícolas

NOTÍCIAS RELACIONADAS

4º Congresso Abramilho debaterá incertezas globais e segurança alimentar
Milho: Preços no interior do Brasil despencam com dólar abaixo dos R$ 5 e negócios travam no país
Milho segue recuando na B3 nesta 3ª feira, sentindo dólar abaixo dos R$ 5 e plantio da safrinha
Milho perde força e fecha em campo misto em Chicago; B3 tem nova sessão de baixas
Milho segue recuando na B3 nesta 2ª feira, ainda pressionado por câmbio e safrinha
Milho fecha semana com perdas semanais acumuladas de mais de 3% na B3; pressão maior veio do dólar