Milho: cenário atual é muito favorável do ponto de vista da oferta, destaca analista

Publicado em 16/08/2024 15:31 e atualizado em 16/08/2024 16:46
Chegada de demanda pode mudar o quadro; atenção especial para relação Rússia x Ucrânia
Ruan Sene - Analista de Mercado da Grão Direto
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Milho: cenário atual é muito favorável do ponto de vista da oferta, destaca analista

A sexta-feira (16) chega ao final com os preços futuros do milho registrando movimentações negativas na Bolsa Brasileira (B3). As principais cotações flutuaram na faixa entre R$ 59,56 e R$ 68,10, acumulando perdas também ao longo da semana. 

O vencimento setembro/24 foi cotado à R$ 59,56 com desvalorização de 1,18%, o novembro/24 valeu R$ 62,98 com queda de 0,73%, o janeiro/25 foi negociado por R$ 65,83 com perda de 0,41% e o março/25 teve valor de R$ 68,10 com baixa de 0,48%. 

No acumulado semanal, os contratos do cereal brasileiro registraram desvalorizações de 1,11% para o setembro/24, de 1,02% para o novembro/24, de 1,54% para o janeiro/25 e de 0,15% para o março/25, em relação ao fechamento da última sexta-feira (09). 

No mercado físico brasileiro, o preço da saca de milho contabilizou mais altas do que baixas neste último dia da semana. O levantamento realizado pela equipe do Notícias Agrícolas identificou desvalorizações somente em São Gabriel do Oeste/MS e Cândido Mota/SP, já as valorizações apareceram em Sorriso/MT, Machado/MG, Campinas/SP e Porto de Santos/SP. 

Confira como ficaram todas as cotações nesta sexta-feira 

O Analista de Mercado da Grão Direto, Ruan Sene, explica que o momento atual está muito positivo do ponto de vista da oferta de milho, e é isso o que está trazendo tamanha pressão para os preços do cereal, tanto no Brasil quanto no mercado internacional. 

Na visão de Sene, é a demanda que tem potencial de mudar este quadro e alavancar os preços do grão, especialmente se a China repetir o apetite de 2023 pelo milho brasileiro, até porque, o país asiático já comprou mais milho brasileiro entre janeiro e julho de 2024 do que no mesmo período do ano passado. 

Outro ponto de atenção destacado pelo analista fica por conta do conflito entre Rússia e Ucrânia, que voltou a ganhar tensão nos últimos dias com novos bombardeios e isso pode trazer volatilidade extra ao mercado, como já aconteceu em momentos anteriores. 

Mercado Externo 

Os preços internacionais do milho futuro finalizaram o pregão desta sexta-feira contabilizando movimentações negativas na Bolsa de Chicago (CBOT) e acumularam perdas ao longo desta semana.

O vencimento setembro/24 foi cotado à US$ 3,70 com perda de 4,50 pontos, o dezembro/24 valia US$ 3,92 com baixa de 4,50 pontos, o março/25 foi negociado por US$ 4,11 com desvalorização de 4,75 pontos e o maio/25 teve valor de US$ 4,21 com queda de 4,75 pontos. 

Esses índices representaram perdas, com relação ao fechamento da última quinta-feira (15), de 1,20% para o setembro/24, de 1,13% para o dezembro/24, de 1,14% para o março/25 e de 1,11% para o maio/25. 

No acumulado semanal, os contratos do cereal norte-americano contabilizaram desvalorizações de 1,66% para o setembro/24, de 0,63% para o dezembro/24, de 0,36% para o março/25 e de 0,53% para o maio/25, em relação ao fechamento da última sexta-feira (09). 

Ruan Sene destaca que as lavouras de milho dos Estados Unidos estão entrando em fase de pré-maturação e, diante das previsões climáticas dos próximos dias, se encaminham para confirmarem as boas estimativas de produção.  

Um dos principais fatores que contribuíram para os recuos desta semana foi o relatório de oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgado na segunda-feira, que elevou as projeções de produtividade e produção da safra de milho dos EUA, que deve chegar em 375 milhões de toneladas. 

Por: Guilherme Dorigatti
Fonte: Notícias Agrícolas

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