Preço do milho recua nesta 6ªfeira pressionado pela Argentina, mas ainda traz boas oportunidades para a safrinha 25

Publicado em 24/01/2025 16:02 e atualizado em 24/01/2025 16:50
Estoques de passagem baixos, demanda interna crescente e bom potencial de exportação devem trazer bons momentos de comercialização para o produtor brasileiro
Roberto Carlos Rafael - Germinar Corretora
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Preço do milho recua nesta 6ªfeira pressionado pela Argentina, mas ainda traz boas oportunidades para a safrinha 25

Os preços futuros do milho encerraram as atividades desta sexta-feira (24) contabilizando movimentações negativas na Bolas Brasileira (B3). As principais cotações flutuaram na faixa entre R$ 70,92 e R$ 75,15 acima de 1,5% e acumulando desvalorização semanal.

Roberto Carlos Rafael, da Germinar Corretora, explica que as quedas dos preços na B3 vieram diante de pressão negativa internacional, com as baixas registradas em Chicago, e com a desvalorização do dólar ante ao real no câmbio desta sexta-feira. 

Apesar destes recuos no pregão de hoje, Rafael destaca que os preços do mercado físico seguem estabilizados na média de R$ 74,00, sem acompanhar as quedas da B3.  

Outro fator apontado pelo analista para estes recentes recuos, está a grande valorização dos preços da B3 no começo de 2025, que bateram a casa dos R$ 80,00 diante de especulação climática olhando a seca na Argentina e as chuvas no Brasil que poderia atrasar a colheita da soja e o plantio do milho safrinha. 

Olhando para a segunda safra brasileira, Rafael aponta bom patamar de preços, com negócios rodando entre R$ 72,00 e R$ 74,00 nos portos para entrega na safrinha. Na visão do analista, um cenário de estoques de passagem apertados, boa demanda interna no setor de etanol de milho e projeção de exportação de 42 milhões de toneladas para 2025 devem manter bons preços no país e ajudar na rentabilidade do produtor. 

Confira como ficaram todas as cotações nesta sexta-feira

O vencimento março/25 foi cotado à R$ 75,15 com perda de 1,67%, o maio/25 foi negociado por R$ 74,78 com baixa de 1,22%, o julho/25 foi negociado por R$ 71,15 com queda de 1,59% e o setembro/25 teve valor de R$ 70,92 com desvalorização de 1,68%.

No acumulado semanal, as cotações do cereal brasileiro registraram baixas de 2,02% para o março/25, de 0,81% para o maio/25, de 1,11% para o julho/25 e de 1,31% para o setembro/25, com relação ao fechamento da última sexta-feira (17).

No mercado físico brasileiro, o preço da saca de milho apresentou alguns recuos neste último dia da semana. O levantamento realizado pela equipe do Notícias Agrícolas encontrou valorização apenas em Nonoai/RS e percebeu desvalorizações em Rio do Sul/SC, Sorriso/MT, Maracaju/MS e Campo Grande/MS.

Mercado Externo 

Na Bolsa de Chicago (CBOT), a sexta-feira também foi de movimentações negativas para os preços internacionais do milho futuro. Mesmo assim, as principais cotações ainda acumularam valorização semanal.

Na visão do analista da Germinar Corretora, o principal fator de queda hoje foi o anúncio do governo argentino de que irá reduzir as taxas de retenciones para as exportações agrícolas da Argentina. No caso do milho, caindo de 12% para 9,5%. 

Rafael avalia que esse cenário traz ainda mais competitividade para o milho argentino no mercado internacional, o que deve ampliar as oportunidades de exportação e tirar demanda de outros players mundiais, como os Estados Unidos. 

O vencimento março/25 foi cotado à US$ 4,86 com queda de 3,25 pontos, o maio/25 valeu US$ 4,96 com baixa de 2,75 pontos, o julho/25 foi negociado por US$ 4,97 com desvalorização de 3,25 pontos e o setembro/25 teve valor de US$ 4,64 com perda de 2,75 pontos.

Esses índices representaram recuos, com relação ao fechamento  da última quinta-feira (23), de 0,66% para o março/25, de 0,55% para o maio/25, de 0,65% para o julho/25 e de 0,59% para o setembro/25.

Já no acumulado semanal, os contratos do cereal norte-americano registraram ganhos de 0,46% para o maio/25, de 0,71% para o maio/25, de 0,66% para o julho/25 e dee 1,20% para o setembro/25, com relação ao fechamento da última sexta-feira (17).

Por: Guilherme Dorigatti
Fonte: Notícias Agrícolas

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