Preços do milho seguem firmes no curto prazo e vão começar a olhar clima da safrinha para os próximos 60 ou 90 dias

Publicado em 21/03/2025 16:18
Em Chicago, atenção será voltada para plantio nos EUA, que pode ter influência climática
Enilson Nogueira - Analista da Céleres Consultoria
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Preços do milho seguem firmes no curto prazo e vão começar a olhar clima da safrinha para os próximos 60 ou 90 dias

A sexta-feira (21) chega ao fim com os preços futuros do milho contabilizando movimentações no campo misto da Bolsa Brasileira (B3). As principais cotações flutuaram na faixa entre R$ 72,35 e R$ 79,65 e fecharam a semana acumulando ganhos na maioria das posições. 

O Analista de Mercado da Céleres Consultoria, Enilson Nogueira, destaca que essa foi uma semana de bastante volatilidade para os preços do cereal no mercado brasileiro. Na segunda e terça-feira, fortes elevações diante do vencimento da posição março/25 e a rolagem de contratos por meio dos investidores, o que estimulou movimentos de compras, mas acabou se esvaziando com o decorrer dos dias. 

Na visão de Nogueira, os preços do milho no curto prazo seguem bastante sustentados, trabalhando na casa dos R$ 70,00 no Mato Grosso, acima disso no Paraná e próximos dos R$ 90,00 na praça de Campinas.  

Projetando mais a frente, o analista acredita que os próximos 60 ou 90 dias vão ser definidos pelas condições climáticas para o desenvolvimento da segunda safra de milho. Uma produção normal, na casa de 100 milhões de toneladas, deve manter os preços estáveis e com pressão pontual nos meses de colheita, mas problemas de produção podem trazer novas valorizações. 

Sobre a possibilidade de importação de milho diante da redução das tarifas, Enilson não acredita em grandes impactos no mercado e sim em movimentos pontuais para recompor ofertas em regiões específicas e já costumam ter importações como a Nordeste e o Sul do país. 

Confira como ficaram todas as cotações nesta sexta-feira 

O vencimento maio/25 foi cotado à R$ 79,65 com queda de 0,88%, o julho/25 valeu R$ 72,88 com alta de 0,04%, o setembro/25 foi negociado por R$ 72,35 com ganho de 0,07% e o novembro/25 teve valor de R$ 74,95 com baixa de 0,27%. 

No acumulado semanal, os contratos do cereal brasileiro registraram ganhos de 0,23% para o março/25, de 0,79% para o julho/25, de 0,61% para o setembro/25 e de 1,09% para o novembro/25, além de baixa de 0,23% para o maio/25. 

No mercado físico brasileiro, o preço da saca de milho subiu neste último dia da semana. O levantamento realizado pela equipe do Notícias Agrícolas identificou valorizações nas praças de Castro/PR e Sorriso/MT. 

Mercado Externo 

Os preços internacionais do milho futuro fecharam o pregão desta sexta-feira com movimentações negativas na Bolsa de Chicago (CBOT). 

De acordo com Nogueira, o cenário internacional segue bastante atento as movimentações de tarifações de exportação e importação entre Estados Unidos e importantes parceiros comerciais, já que a indicação de barreiras pode reduzir os números de embarques dos EUA. 

Outro ponto de atenção do mercado é o plantio da próxima safra do país na temporada 2025/26. O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) vai divulgar seu relatório de intenção de plantio no próximo dia 31 de março, com o mercado esperando um aumento na área de milho. 

Porém, o analista destaca que alguns mapas climáticos mostram situação de seca em partes da região produtora dos EUA, o que pode influenciar nessas atividades de semeadura.  

O vencimento maio/25 foi cotado à US$ 4,64 com desvalorização de 4,75 pontos, o julho/25 valeu US$ 4,71 com perda de 4,00 pontos, o setembro/25 foi negociado por US$ 4,44 com baixa de 2,75 pontos e o dezembro/25 teve valor de US$ 4,51 com queda de 2,00 pontos. 

Esses índices representaram recuos, com relação ao fechamento da última quinta-feira (20), de 1,01% para o maio/25, de 0,84% para o julho/25, de 0,61% para o setembro/25 e de 0,44% para o dezembro/25. 

Já no acumulado semanal, os contratos do cereal norte-americano registraram elevações de 1,25% para o maio/25, de 0,86% para o julho/25 e de 0,06% para o setembro/25, além de estabilidade para o dezembro/25.

Por: Guilherme Dorigatti
Fonte: Notícias Agrícolas

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