Colheita, clima, USDA e petróleo pressionaram e futuros do milho acumularam desvalorizações ao longo da semana

Publicado em 12/06/2026 15:30 e atualizado em 12/06/2026 16:46
Avanço da colheita no Brasil e consumidores já abastecidos devem manter cenário de pressão nos preços
Victor Cazzo - Consultor de Mercado Venda na Hora Certa
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Colheita, clima, USDA e petróleo pressionaram e futuros do milho acumularam desvalorizações ao longo da semana

 

A sexta-feira (12) termina com os preços internacionais do milho futuro registrando leves ganhos na Bolsa de Chicago (CBOT), porém insuficientes para reverter o acumulado de perdas de até 1,5% ao longo desta semana. 

Segundo a análise de Victor Cazzo, consultor de mercado Venda na Hora Certa, o bom desenvolvimento das lavouras de milho da nova safra dos Estados Unidos e os leves aumentos nas projeções de estoques finais das temporadas 2025/26 e 2026/27 do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) atuaram para pressionar as cotações do cereal ao longo da semana. 

Outro ponto que contribuiu para o acúmulo de perdas semanais de até 1,4% para os preços do milho na CBOT foram as desvalorizações desta semana registradas pelas cotações do petróleo. 

O vencimento julho/26 foi cotado a US$ 4,12 com valorização de 1 ponto, o setembro/26 valeu US$ 4,20 com alta de 0,75 ponto, o dezembro/26 foi negociado por US$ 4,40 com perda de 0,75 ponto e o março/27 teve valor de US$ 4,54 com baixa de 0,50 ponto. 

Esses índices representaram altas, com relação ao fechamento da última quinta-feira (11), de 0,24% para o julho/26, de 0,18% para o setembro/26, de 0,17% para o dezembro/26 e de 0,11% para o março/27. 

No acumulado semanal as cotações do cereal norte-americano registraram desvalorizações de 1,14% para o julho/26, de 1,46% para o setembro/26, de 1,29% para o dezembro/26 e de 1,52% para o março/27, com relação ao fechamento da última sexta-feira (5). 

Mercado Interno 

Na Bolsa Brasileira (B3) os preços futuros do milho terminaram o pregão desta sexta-feira com flutuações pequenas e em campo misto, mas também acumularam perdas semanais de até 3% para as principais posições. 

Pela análise de Cazzo, além do cenário internacional, o desenvolvimento regular da segunda safra brasileira, na maioria dos estados, e a colheita começando no país, também ajudam a pressionar as cotações na B3 e no mercado físico. 

Na visão do consultor, a partir de agora, com a colheita da safrinha ganhando mais ritmo e um volume maior de milho entrando no mercado, a tendência deve seguir negativa para as cotações, que ainda recebem força de baixa vinda de demanda, já que os principais compradores já estão comprados neste momento. 

Confira como ficaram todas as cotações nesta sexta-feira 

No mercado físico brasileiro o preço da saca de milho permaneceu praticamente estável neste último dia da semana. O levantamento realizado pela equipe do Notícias Agrícolas identificou desvalorização somente em Sorriso/MT. 

O vencimento julho/26 foi cotado a R$ 64,06 com queda de 0,28%, o setembro/26 valeu R$ 66,83 com alta de 0,56%, o janeiro/27 foi negociado por R$ 73,37 com elevação de 0,37% e o março/27 teve valor de R$ 75,05 com estabilidade. 

No acumulado semanal os contratos do cereal brasileiro registraram desvalorizações de 3,16% para o julho/26, de 2,86% para o setembro/26, de 1,25% para o janeiro/27 e de 0,99% para o março/27, com relação ao fechamento da última sexta-feira (5). 

Por: Guilherme Dorigatti
Fonte: Notícias Agrícolas

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